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Mensageiro Obscuro é um escritor performático que possui um espetáculo solo no qual recita textos utilizando vestuários exóticos, maquiagens e outros recursos criados por ele. Escreve prosas poéticas, poesias, contos, crônicas, pensamentos, frases e experimenta outras formas de escrita.

Seus principais estilos e temas em suas obras são: aventura fantástica, realismo fantástico, autobiografia, onirismo, ultra-romantismo, simbolismo, drama, horror e suspense, ocultismo e misticismo, mitologias, filosofias, surrealismo, belicismo, natureza, comportamento, erotismo e humor.

domingo, 20 de junho de 2010

Rastejante Maldito

Faminto em profunda decadência
e miséria rasteja o trôpego,
em sua desgraçada vida
o indigente apenas existe.

Farejava dor e putrefação,
ao mastigar restos e carniça
nomeado mordazmente:
Rastejante Maldito.

Rejeitado com chorume nas veias
sua carne repuxada sustentava
uma pele cadavérica
que sorria doentemente.

Distante de nossos sentidos
a fantasmagórica criatura
desejava uma vida verdadeira
mas só levou migalhas e surras.

Morreu! Um sem-número de cabeças
observaram seus restos mortais
negando que sua origem
é o mesmo ventre nos pariu.

- Mensageiro Obscuro.
Março/2010.

Foto: "Escolhas" por William A. R. Ferreira.
Portal do artista: Will Artes

8 comentários:

  1. Gutemberg (Bar do Escritor)20/06/2010 18:16

    Tétrico. Mas anda pelas ruas cotidanas.

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  2. Lucinha Czer (Bar do Escritor)20/06/2010 18:16

    Gostado, sabe? Só um reparo: "... É o mesmo ventre nos pariu." É assim mesmo ou falta o "que"? Ou seria "E" e não "É"?
    De resto, apesar do tom, do estilo identificado, está muito bem feito e bonito. Bom de se ler.

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  3. Olá!
    Parabéns pelos textos! O blog é muito bom.
    bjo

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  4. Adoro!

    adoro essas poesias que chacoalham a gente!

    bjks

    Quel

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  5. Gostei da intensidade dos versos. Abraços!

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  6. Muito boa a força de seu poema; e a imagem com as máscaras, elas significam muito para mim.

    Gostei.

    Abraço.

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  7. Rita Maria Felix da Silva (Taverna Literária)02/07/2010 17:50

    Espantoso! Augusto dos Anjos puro! E com um tom de crítica social muito pungente. Parabéns.

    Beijos.
    Rita.

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  8. Vincent Law (Taverna Literária)02/07/2010 17:52

    É, tem razão, Rita... Quando leio esse tipo de poesia, penso que alguém está interpretando o texto para mim. Incorporando algum personagem de filme, conforme o texto descrito.

    Concordo inteiramente com a Rita, é uma dose intensa de Augusto dos Anjos.

    Bem impactante esse final... gostei.
    Até mais.

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