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Pesquisa no Abismo

Minha Arte

Mensageiro Obscuro é um escritor performático que possui um espetáculo solo no qual recita textos utilizando vestuários exóticos, maquiagens e outros recursos criados por ele. Escreve prosas poéticas, poesias, contos, crônicas, pensamentos, frases e experimenta outras formas de escrita.

Seus principais estilos e temas em suas obras são: aventura fantástica, realismo fantástico, autobiografia, onirismo, ultra-romantismo, simbolismo, drama, horror e suspense, ocultismo e misticismo, mitologias, filosofias, surrealismo, belicismo, natureza, comportamento, erotismo e humor.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nossas Memórias

Lembro de um banquete leve para dois,
sabores sensitivos e afrodisíacos,
a malícia de nossas faces marcantes,
bocas provocantes e corpos quentes.
Nos trajávamos com fantasias,
desejoso a abracei intensamente,
o cheiro e calor me excitaram,
seus pêlos arrepiaram
enquanto te agarrei.

Mascarada e coberta deitou-se
em meu divã enquanto a analisava
para descobrir os encantos
um pequeno corpo libidinoso,
que lentamente se despia
provocando-me com seus lábios.

Na longa e extasiante noite
chocolates derretiam aos beijos,
nossas peles atritavam-se
e atingimos o apogeu do prazer.
Acabou-se tudo, mas lembrarei
Que essas são nossas memórias...

- Mensageiro Obscuro.
Abril/2008.

Foto: Foto romântica sem referências encontradas. Adquirida no Google Imagens.

9 comentários:

  1. Bastante apurada a transmissão das sensações:)

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  2. Gutemberg (Bar do Escritor)15/06/2010 12:07

    Romântico e cheio de imagens lúcidas. Lucidez e romantismo é pra poucos.

    "Essa noite é com ela, pouco importa o depois." Fechou 10.

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  3. Cado Navegador (Bar do Escritor)15/06/2010 12:19

    Identifiquei-me... é claro. É bastante similar ao modo como construo minhas imagens, portanto, por projeção positiva... rsrs... adorei.

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  4. Creito (Bar do Escritor)15/06/2010 12:21

    Mensageiro, dos seus é o que mais gostei!
    Parabéns!

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  5. Muryel (Bar do Escritor)15/06/2010 12:21

    Cara, serei sincero, é o tipo de poema que me arrepia o cotovelo, não gosto do tutano, do caldo, entende? Mas este em especial tem um trato, sobretudo rítmico, bastante palatável, gostei.
    Acho que a levada e a supressão da famigerada "tara" por uma rima que "cole" ao final de cada estrofe soou limpo e eficaz.

    Como disse, não me apetece esse tipo de poema, mas esse tipo de poema com essa roupagem, esse trato, ficou bem casadim.

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  6. Pablo Treuffar (Bar do Escritor)15/06/2010 12:39

    É meu amigo, só existem as nossas memórias. Ratificando a célebre frase de Waly Salomão:

    “A memória é uma ilha de edição”. ...

    Ou seja, não existe o fato em si, só o pensamento sobre o fato.

    Muito bom garoto, aprovado!

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  7. Paulo Laurindo (Bar do Escritor)15/06/2010 12:40

    Maravilhosa hecatombe!

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  8. Salvador d'Almeida (Bar do Escritor)15/06/2010 12:41

    Um banquete como deveriam ser todos os banquetes os de palavras e os outros.

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  9. Mesmo que você fuja de mim
    Por labirintos e alçapões
    Saiba que os poetas como os cegos
    Podem ver na escuridão

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Seus comentários me proporcionam a capacidade de saber que sensações e aprendizados cativei em vocês.
Usem a boa educação e por favor escrevam corretamente.