Vejo tu rumares à vitória e o ódio me consome,
Tristes pesadelos eu vivo com teu triunfo,
Maldita sejas! Tu que vives a usurpar.
Diabólico ser mascarado, tua máscara cairá,
Tuas lágrimas de tristeza são o mel de minha alegria,
Tuas lágrimas de derrota são o vinho de minha vitória.
Teu doce desespero é o sangue quente de minhas veias,
Tenho um prazer orgásmico quando rastejas pelas estradas,
Escancaro meu ódio a ti e espero que sofras mais.
Quero que cada erro teu seja um fel em tua língua,
Que teu sangue sujo derrame, mas não a deixem morrer.
Caminhe por espinhos e rasgue tua carne, continue viva,
Desejo o néctar mais puro de teu sangue ao chão,
Desejo-te a imortalidade para arrepender-se.
E quando arrependida ainda sofra um pouco,
Alimente minha libido exótica com tua tragédia.
Teu doce desespero será consumido bem lentamente,
Tua sentença de vida é o sofrimento puro e vagaroso,
Tua agonia é minha refeição mais elaborada e saborosa.
Iguaria que comerei devagar para que seja durável,
Especiaria minha que me enjoarei e darei ao descanso mortuário.
Teu sofrimento será a pintura que emoldurarei em minha melhor parede, eis o teu doce desespero.
- Mensageiro Obscuro.
2004.
Foto: Imagem de fonte desconhecida encontrada no Google Imagens.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Teu Doce Desespero
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Quinta-feira, Novembro 19, 2009
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sábado, 14 de novembro de 2009
Fúria Selvagem
Meu ódio é extenso e implacável,
É uma fera faminta e voraz
Que corre sobre tua sombra.
Não espere que eu tenha piedade
Ao hesitar em lhe atacar.
Em minha mente tu sofres demais,
Com meus olhos calculo tua distância,
Com meu nariz sigo teu rastro,
Com meus ouvidos busco teus sons
E com minha boca hei de lhe rasgar.
Minhas mãos estão armadas,
Minhas pernas lhe perseguem,
Chore e esconda-se
Cale-se e finja que sumiu
Eu vou encontrá-lo.
Tua pele será separada da carne
Em uma bruta tortura sem igual.
Acabou-se tua existência!
Tu és caça, eu sou caçador
Essa é minha fúria selvagem.
- Mensageiro Obscuro.
Novembro/2009.
Foto: "Dante and Virgil in Hell" de William Adolphe Bouguereau, 1850.
É uma fera faminta e voraz
Que corre sobre tua sombra.
Não espere que eu tenha piedade
Ao hesitar em lhe atacar.
Em minha mente tu sofres demais,
Com meus olhos calculo tua distância,
Com meu nariz sigo teu rastro,
Com meus ouvidos busco teus sons
E com minha boca hei de lhe rasgar.
Minhas mãos estão armadas,
Minhas pernas lhe perseguem,
Chore e esconda-se
Cale-se e finja que sumiu
Eu vou encontrá-lo.
Tua pele será separada da carne
Em uma bruta tortura sem igual.
Acabou-se tua existência!
Tu és caça, eu sou caçador
Essa é minha fúria selvagem.
- Mensageiro Obscuro.
Novembro/2009.
Foto: "Dante and Virgil in Hell" de William Adolphe Bouguereau, 1850.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Bela Dama Exótica
Minha bela dama exótica,
Que prazer tê-la ao meu lado,
Suas cartas exaltaram meu peito.
Tuas mensagens intensas
Sustentaram sonhos saborosos.
Agora não estou tão sozinho,
Sua voz infantil esconde uma mulher,
Que em fortes abraços descobri.
Com linguagem mansa,
Suas palavras extasiam,
Como se nunca amasse
Nessa vida breve.
Sou detetive desvendando
Mistérios de suas curvas
E descubro suas facetas
Enquanto as horas passam.
Penso em nossa inconstância,
Busco-a entre tantos rostos.
Liberemos nossos instintos
Para viver o indefinido.
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2005.
Foto: "Dance" por Alphonse Mucha, 1898.
Que prazer tê-la ao meu lado,
Suas cartas exaltaram meu peito.
Tuas mensagens intensas
Sustentaram sonhos saborosos.
Agora não estou tão sozinho,
Sua voz infantil esconde uma mulher,
Que em fortes abraços descobri.
Com linguagem mansa,
Suas palavras extasiam,
Como se nunca amasse
Nessa vida breve.
Sou detetive desvendando
Mistérios de suas curvas
E descubro suas facetas
Enquanto as horas passam.
Penso em nossa inconstância,
Busco-a entre tantos rostos.
Liberemos nossos instintos
Para viver o indefinido.
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2005.
Foto: "Dance" por Alphonse Mucha, 1898.
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Segunda-feira, Novembro 09, 2009
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sábado, 7 de novembro de 2009
Amor Onírico
Sonhamos acordados
E temos saudades
Do que ainda não vivemos.
Te encontro em sonhos,
Lá somos amor e desejo,
Não quero acordar
Desses doces momentos,
Alimento de nossa vontade.
Páro sentado e suspiro fundo
Pensativo em você.
Amo-te intensamente,
Em fantasias só nossas.
Para saborear prazeres etéreos
Em nosso amor onírico.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2008.
Foto: "Kissing" por Alex Grey, 1983.
Portal do artista: www.alexgrey.com
E temos saudades
Do que ainda não vivemos.
Te encontro em sonhos,
Lá somos amor e desejo,
Não quero acordar
Desses doces momentos,
Alimento de nossa vontade.
Páro sentado e suspiro fundo
Pensativo em você.
Amo-te intensamente,
Em fantasias só nossas.
Para saborear prazeres etéreos
Em nosso amor onírico.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2008.
Foto: "Kissing" por Alex Grey, 1983.
Portal do artista: www.alexgrey.com
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Death Note - O Caderno da Morte
Há tempos a humanidade precisa ser reformulada,
Sonhos e pesadelos se mesclam em minha mente,
Com o peso dramático de uma realidade decadente.
Só desejo um mundo melhor, sou divino,
Sou a lei da vida e da morte.
Atingirei o ápice pisando sobre cadáveres,
Quem atrapalhar meus planos pagará caro,
Escreverei mais nomes no Caderno da Morte,
Saboreio o doce fim do lixo social.
Fracotes! Não fujam, pois os encontrarei.
Enganei e despistei até a polícia para matar mais,
Livrei a humanidade de parte de sua escória,
Após tanto trabalho ainda querem me controlar?
A prisão perpétua ou pena de morte não mudam nada,
Tenho um "Death Note" para destruir quem eu escolher.
Humanos agora são marionetes, pois sou um deus!
Lembrem-se: Shinigamis só comem maçãs!
Sou Kira! Ditarei como e quando muitos morrerão.
Pela caneta destruo mais vidas que qualquer arma,
Com malícia nos lábios aguardo o início de meu império.
Não sou um monstro, sou apenas um deus incompreendido.
- Mensageiro Obscuro.
Janeiro/2008.
N.A.: Texto em homenagem ao anime, mangá, filme e outras produções da série otaku Death Note escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada Takeshi Obata.
-- Glossário --
Death Note = É o nome do anime, mangá e filme de longa metragem que conta a história do Caderno da Morte, este é um artefato místico fictício em forma de caderno, consiste em matar quem tiver seu nome escrito nele. Com o caderno ganha-se um shinigami e certas regras sobre a realidade envolta pelo caderno. Durante a obra diversos detalhes apresentam um enredo denso e interessante que prende a atenção do espectador e leitor.
Kira = É um pseudônimo usado pelo protagonista de Death Note, tem relação com a fonética japonesa da palavra inglesa "killer" (assassino em português).
Shinigami = Um tipo de divindade japonesa responsável pela morte. Shinigamis são deuses da morte japoneses.
Foto: Imagem anônima extraída do Google Imagens.
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Quarta-feira, Novembro 04, 2009
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Estou de Saída
Sei que sou denso, talvez pesado demais para ti. Talvez um fardo sofrível, então vamos nos distanciar... tu ficas no teu canto e eu no meu. Pela boa vizinhança, vamos ficar distantes, vamos fazer de conta que não existimos para o outro, pode ser divertido. Fique em tua casa e eu vou para um abismo ou montanha, tanto faz, estarei em meu território por dias ou semanas.
Tu reclamas que ando calado com olhar perdido, ouvidos desviados e com o nariz para baixo, todo pensativo e sensível ao que desconhece. Não é dor, não é desamor, nem fofoca. Não quero desabafar, nem chorar. A verdade é que o que penso e sinto não é expressível a ponto de ser captado por sentidos comuns, o que se passa por dentro de minha pessoa só eu sei.
Não adianta pedir que eu me explique, que me abra para ti, para que depois crie ou reforce dúvidas em sua mente. Não adianta eu dizer o que não é possível de entender. Minha voz e letras não dizem nada que te leve a algum lugar, meu abismo é fechado e só meu. Essa é minha profundidade e não posso te prender, portanto não se prenda a minha pessoa.
Desista de tentar desvendar um enigma tão complexo, isso só vai te tirar tempo. Umas coisas são mistérios, outras são segredos, mas todas são incompreendidas. Não quero falar, não tenho palavras belas. O que tenho é tédio do tipo para exportação, pode ser atacado ou varejo? Escolha logo sua leva, pois a concorrência é ferrenha.
Estou de saída ou em fuga, já peguei o que preciso, então não me procures e não vou te procurar. Respeite minha individualidade e privacidade ou essa será nossa última conversa. Não quero falar com a voz embargada, não quero derramar lágrimas aprisionantes e nem quero sentir o terror da perda, é melhor viver desgarrado, mas não sem antes levar um abraço apertado.
Sou livre e não vou mudar, essa é minha condição, não tente me parar. Não sou doméstico e nem dependente, então esqueça os grilhões ou amarre-se neles. Eu vou embora. Irei me aventurar e trarei façanhas e cicatrizes lindas. Enquanto eu não voltar estaremos juntos pela mente.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2009.
Foto: Montanhas (sem referência).
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Segunda-feira, Outubro 26, 2009
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Não Vivo Sem Ti
O imenso amor que sintoÉ por ti, minha pequenina.
Intensamente desejo-a
Jovial, corajoso e firme.
Muitos mentem e até matam
Somente para te possuir.
Linda, versátil, sedutora
Poderosa e trabalhosa.
Vestida de cores e números
Ou apenas dura e brilhante.
És exuberante e imponente,
Para sempre amada e odiada.
Confesso decidido:
Não vivo sem ti!
Dama que quando gorda
É ainda mais apetitosa.
Te quero em minhas mãos!
Amo-te livre ao dividí-la
Até lhe empresto
Para quem precisar de ti.
Torço para que volte maior,
Pois estudo e trabalho
Para te conquistar.
Sem sua presença nada sou,
Apenas miserável sem lar,
Tu és minha doce Fortuna!
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2009.
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Quinta-feira, Outubro 22, 2009
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Vivente na Interseção
Sou Mensageiro Obscuro, filho de Anúbis e discípulo da Thoth,Vivo em missões no mundo dos mortos e dos vivos,
Andei de leste a oeste, perdi-me ao sul, mas encontrei o norte,
Estudei e lutei, falei línguas mortas e conheci seus nativos.
Tenho Ba e Ka a montar Akh, a incrível Alma Imortal,
Pergunte-me agora, nem toda resposta irei lhe dar,
Estou em mundos estranhos sem julgar o início e final,
Tenho ainda mais conhecimentos e segredos a desvendar.
Sou um vivente na interseção, um buscador de experiências,
Livre espectro, sem raízes e crias em viagens astrais,
A descobrir muito mais que algumas filosofias e ciências,
Estou muito distante de meras interpretações mortais.
Tenho a vida e morte unidas à minha existência,
Solitário em estradas estreitas, um grande miscigenado,
Visitei o Duat e descobri seres com virtudes da potência,
Dos deuses não sou servo nem escravo, apenas um aliado.
- Mensageiro Obscuro.
Outubro/2007.
-- Glossário --
Akh= Termo usado para referir-se a alma imortal conseguida no pós-vida. Era a força divina.
Ba = Correspondia ao espírito, era a parte mental do humano.
Duat = Morada dos deuses egípcios, local místico poderoso.
Ka = Correspondia a energia vital do humano.
Foto: Interseções cromáticas.
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Sexta-feira, Outubro 16, 2009
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
Sonhos Entre Escombros
Ainda me divirto entre os escombros,
Ruínas de nossa civilização.
Construímos nossas próprias covas
Quando abusamos do mundo.
Sofro com nossa incompetência
Em fazer um mundo melhor.
Dizem que sou pessimista...
A realidade é que é péssima.
Ainda temos conhecimentos e prazeres,
Mesmo assim não basta para melhorar.
Para muitos sou louco por perceber
Que o mundo tornou-se lixo.
Vivemos um drama, uma tragédia,
Ainda sobra energia para mudar.
O humanismo é uma grande solução,
Assim como a sofrida ecologia.
Entre escombros sonho com um mundo melhor, podem rir de mim.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2008.
Foto: Escombros da II Guerra Mundial.
Ruínas de nossa civilização.
Construímos nossas próprias covas
Quando abusamos do mundo.
Sofro com nossa incompetência
Em fazer um mundo melhor.
Dizem que sou pessimista...
A realidade é que é péssima.
Ainda temos conhecimentos e prazeres,
Mesmo assim não basta para melhorar.
Para muitos sou louco por perceber
Que o mundo tornou-se lixo.
Vivemos um drama, uma tragédia,
Ainda sobra energia para mudar.
O humanismo é uma grande solução,
Assim como a sofrida ecologia.
Entre escombros sonho com um mundo melhor, podem rir de mim.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2008.
Foto: Escombros da II Guerra Mundial.
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Terça-feira, Outubro 13, 2009
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Meu Passeio Com a Milla Jovovich
Na semana passada assisti o filme Ultravioleta com a Milla Jovovich, ela estava linda como era de se esperar, daí depois ao dormir sonhei que eu saía do hospital estadual onde faço estágio na emergência com acadêmico de Enfermagem. Daí veio um Porshe prateado muito bonito que sem dúvidas valia uma nota preta, quando me aproximei do carro para contemplá-lo o vidro fumê abaixou e quem estava lá dirigindo solitária? Ela mesma: Milla Jovovich!- Cara... isso é mentira! Essa mulher não vai me dar mole...- pensei logo.
Milla abaixou o teto do carro, pois o Porshe era conversível e me perguntou se eu estava livre do estágio do hospital, eu disse que acabei tudo e estava pronto para sair. Ela usava um óculos escuro de armação prateada, eu não acreditava, ela falava português fluente com sotaque eslavo, que charme!
- Sobe aqui lindinho que te levo para um passeio. Esqueça o ponto de ônibus hoje, temos muito a fazer juntos - disse Milla com um português com forte sotaque ucraniano, ao mesmo tempo era incomum e sensual ouvir aquela voz delicada e exótica.
Nem pensei em nada, fiquei levemente perdido, entrei logo no carro. Senti a brisa no rosto e o conforto de um carro de luxo europeu.
- Pisa fundo Milla! - eu estava animado. Milla acelereou dentro dos limites permitidos.
Rodamos por Niterói, eu no Porshe prata com aquela mulher linda ao meu lado, aproveitei para esnobar, pois não é todo dia que recebo uma carona de uma mulher desse nível.
Pensei no sonho que trepar com mulher feia agora seria coisa do passado, agora só teria a Milla na jogada. Passei em frente à minha faculdade, olhei para aqueles playboys toscos com suas patricinhas sem cérebro, foi aí que um playboy otário. Empinei a cara enquanto o vento batia em meus longos cabelos, eu me sentia o máximo.
- Aí Obscuro, tá só na carona... Ah... vai "arroz". Só acompanha! - disse um playboy escroto que detesto.
Fiquei puto, odeio babaquice comigo quando estou com mulher ao lado. Estávamos perto da pizzaria, Milla olhou para ele com nojo, e mesmo a cara de zangada dela é um espetáculo.
- Ninguém fala assim com você na minha frente! - Milla falou com tanta firmeza, fiquei impressionado.
Vi aqueles lindos olhos por detrás do óculos, que bela visão... que sensualidade, coisa de louco!
Milla estacionou o carro, saiu e deu a volta, eu saí também e íamos até a pizzaria, o playboy babaca ficou afastado a nos observar, então entramos. Milla disse que pegaria a pizza e refrigerantes para a gente. Eu fiquei ali fora encostado no carrão, já havia tirado meu jaleco. Então o playboy tentou se aproximar e jogou umas cantadas toscas nela. Milla já estava com raiva, tentei chegar junto para tirar satisfações com o babaca, mas antes ela foi mais rápida e enquanto segurava a caixa de pizza com as duas latas de refrigerante a minha musa deu um chute no saco do paspalho. Ela veio até o carro, peguei a caixa de pizza e entramos no carro maravilhoso dela.
- Não vai esnobar mais um pouquinho? - Milla sorriu maliciosamente, mordeu seus próprios lábios e entendi que ela queria um beijo. Beijei-a suavemente segurando a caixa de pizza, ela segurava os refrigerantes. O povo fútil da faculdade ficou impressionado. O Obscuro agora beijava a Milla Jovovich... isso merecia matéria no jornal acadêmico. Não é todo dia que um cara desconhecido fica com uma atriz, ex-modelo, estilista, cantora e musa dos marmanjos e nerds.
Entrei no carro, fiz “piru” para um bando de babacas, aí ela me puxou e meu deu um beijo mais intenso, seguiu com o carro e logo estávamos dando a volta para seguir rumo ao MAC (Museu de Arte Contemporânea) em Niterói, era de tarde, saímos do carro, conversamos, comemos e bebemos por lá. Um baita clima de romance, eu pensava que tinha ganho na loteria, o melhor é que ela falava português e conversava como uma mulher bem inteligente. Que tesão, então namoramos muito observando a paisagem enquanto vinha o pôr do sol, ela sorria e ficávamos abraçados, eu me senti “o cara”.
- Vem comigo... tive uma idéia louca – eu disse a ela com bastante malícia enquanto a beijei no pescoço. Ela entendeu que o clima esquentou entre nós.
Descemos até a escada do bistrô do MAC, nos beijamos e começamos a nos acariciar. Era quarta-feira e tudo estava bem deserto, ela estava com um vestido roxo bonito e elegante com um decote discreto e seus joelhos à mostra, tinha botas roxas curtas de bico redondo e salto médio. Tudo parecia tão real... meus sentidos me enganavam nesse sonho, meus instintos estavam intensos enquanto o desejo onírico me tomava firme com aquela sedução fascinante. Tivemos beijos, mordidas, toques, arranhões e amassos intensos colados a uma parede enquanto a brisa batia em nossos corpos. Sua pele clara já estava vermelha após tantos apertos, então o segurança nos viu.
- Tá certo que a mulher é bonita e gostosa, mas tem motel aqui em Niterói. Fora daqui sortudo! - o segurança ria e sacudia a cabeça, Milla botou a língua para fora em careta e sorriu. Virou-se comigo segurando sua cintura, fiz uma cara de "deixa que eu cuido disso" para o segurança e fui embora.
Voltamos na direção do carro, tiramos fotos pelo pátio do museu, nos comportamos como bons cidadãos quietos e discretos, mas nossos rostos falavam o inverso. Seguimos de mãos dadas só namorando e contando histórias engraçadas. O mais cômico é que ela me conhecia pela internet. Tá certo que já saí com mulheres da internet e não foram poucas, mas nunca dei sorte tão grande na vida real como nesse sonho.
- Tá afim de uma loucura só nossa? - Milla propoz uma safadeza, dando estalinhos na minha boca, então eu fiquei pensativo.
- Diz o que é... Eu decido se vamos ou não – eu não ia dar tanto mole assim de cara.
- Pára de se fazer de difícil! Meninos maus como você apanham mais, sabia? - Milla tirou os óculos e os colocou na bolsinha prateada com que andava. Ela apontava um dedo para minha boca e fingi que ia mordê-lo. Ela sorria de boca fechada e passava a língua pelos lábios... maliciosa e pensativa.
- O que você propõe minha querida? - eu agora estava curioso, adoraria negociar uma diversão a dois.
- Vamos logo para um motel ótimo que conheço... até telefonei para lá, eles estão com muitas vagas hoje – Milla mordeu os lábios e passou a língua entre eles, ainda mais maliciosa que antes. Pensei que aquela noite prometeria surpresas e prazeres incríveis.
Voltamos para o carro, ela fechou o conversível e começamos a nos divertir, no carro mesmo. Milla beijava meu pescoço e bem de leve começava a me morder, retribuí a carícia e comecei a alisar suas coxas. Então ela batia nas minhas mãos dizendo que eu era um menino mau e não merecia tal intimidade. Novamente minhas mãos a alisaram, nos beijávamos, um pouco lentamente e depois ficávamos mais frenéticos, eu alisei suas costas e sentia um zíper ao meio, abaixei devagarinho e senti seu sutiã e toquei sua pele aquecendo ao meu toque, era suave e macia tão lisa e gostosa ao toque que é difícil definir, o perfume dela era o Hypnotic Poison da grife Christian Dior para o qual ela fez propaganda do mesmo, como adoro esse perfume! Com classe e cuidado eu abri com uma só mão a junção de seu sutiã e com a outra mão alisava seus cabelos carinhosamente, o soutien caiu por dentro da roupa.
- Safado! Ainda não vamos fazer aqui...guarde o doce pra festa! – disse ela com a voz ofegante e com uma falsa seriedade.
- Eu garanto que o doce não vai derreter aqui no carro, aqui é só a "entrada". O "prato principal" é no motel – eu ria com a situação e ela fingia que não queria que eu visse seus seios, mas eu os vi, ela me provocava e em poucos minutos vi seus mamilos rosadinhos e aquela pele branquíssima me deixava louco de desejo. Fiquei muito louco com aqueles seios, mas me contive, eu estava eretíssimo, com muito desejo mesmo, mas me segurei e isso aumentava minha tensão e tesão.
- Agora que viu pode brincar com carinho, brinque com meus seios – disse a musa branca ao deixar as alças do vestido caírem, deixando os seios nus. Não me contive e comecei um série de carícias com as mãos e boca nos seios dela, então ela abriu minha camisa com ferocidade e chupou e mordeu meus mamilos ávida por me provocar desejo. Eu acariciava aqueles cabelos macios suavemente e aquele pescoço pequeno e delicado estava com os pêlos da nuca arrepiados enquanto ela me chupava no peito, ela estava com o corpo quente e gemia forte durante a brincadeira, até me mordia só para me ouvir gemer baixinho.
Fomos para o banco de trás e nos acariciamos muito, estávamos excitados, mas não queríamos transar no carro, ainda não era o momento. Ela estava sentada no meu colo de frente para mim rebolando sobre minha calça e arranhava minha barriga, então eu lhe dei uns tapas na bunda, ela ria com a maior cara de sem-vergonha, chegou a me lembrar as mulheres criadas por Nelson Rodrigues, grande escritor e cronista. Mandei a Milla para o banco da frente, ela foi uma boa menina e obedeceu-me fazendo um biquinho de triste, puro teatrinho dela. Adorei!
- Dessa vez eu dirijo e por favor, não faça gracinhas senão a gente bate e aí vai ser um problema sério para nosso encontro – eu a desejava demais e me continha, estávamos com as roupas amarrotadas e quase suados se não fosse o ar condicionado potente do carro dela.
Dirigi e segui até o motel, estacionamos lá dentro. Saímos do carro, passei no balcão e ela falou com o balconista sobre reservas, então pegamos um bom quarto. Paguei o balconista uma pernoite em espécie e subimos. Nos corredores não tinha ninguém, estávamos tão excitados... Milla me atirava contra a parede com tesão e fúria e me beijava frenética até rosnando, me mordeu os lábios duas vezes e quase sangrei. Fiquei mais agressivo e também passei a correr atrás dela pelo corredor com cuidado para não fazer barulho. Ela corria muito e como era bem cautelosa não incomodava os outros quartos. O corredor era enorme, mas ela sempre se fingia de lerda só para que eu a puxasse com força pelos braços ou pela cintura. Ficamos brincando assim por uns tempos, mas ela sempre dava um mole para levar uns puxões de cabelo e tapas na bunda sem exagero, que brincadeira gostosa!
Quando Milla estava perto eu a beijava no pescoço e ela ria, tentava fugir risonha e fingia não querer nada, mas era tudo um jogo e ela era boa em brincar.
Entramos no quarto finalmente, 4º andar, quarto 404. Entramos e fomos logo tirando a roupa, então entramos na banheira juntos completamente nus. No sonho ela não tinha seus 1,73 m, Milla era pequena do jeito que gosto, devia ter cerca de 1,60 m enquanto eu tinha meus 182 centímetros de altura que marcavam uma certa grandeza física que a excitava. Nos banhamos ainda excitados, mas sem transar, foi nesse momento que nos banhamos e deixamos a banheira encher para então desfrutar da mesma.
- Gosto de jogos de sedução, Ursão. Foi ótimo escolher a pernoite, pois 4 horas de estadia nesse motel não são suficientes para saciar nossos desejos – ela ria sarcasticamente e me olhava agora levemente tímida, mas era tudo brincadeira, ela sabia o que queria e não recuaria.
Nos beijamos na banheira, fizemos massagens, nos tocamos e as coisas se intensificavam, retomávamos o ritmo das brincadeiras do corredor. Mas que desagradável... aqui no meu mundo real meu celular tocou de manhã para me acordar. Levantei da cama com uma cara de raiva, então minha mãe abriu a porta e me encontrou só de bermuda com um grande volume e perguntou.
- Obscuro, como você explica essa cara de raiva e essa ereção? - minha mãe foi incisiva e perguntou o que não devia.
- Dessa vez começo pelo fim: a causa da ereção é a Milla Jovovich, que você vai dizer que nunca ouviu falar nela. Já a minha cara de zangado é idêntica a careta que você fez quando interrompi seu sonho erótico com o Richard Gere. Estamos quites! - respondi rispidamente.
Lá se foi meu sonho erótico, nem deu para completar o sonho. Tive um dia tedioso na faculdade, encontrei aquele mesmo payboy babaca da faculdade com aquelas piadas sem graça, passei naquela pizzaria e apenas olhei as pizzas na vitrine pois estava somente com a grana da passagem. Não tive nenhuma conversa interessante em nenhum local pelo qual passei durante o dia, ao chegar em casa ninguém interessante apareceu no orkut e MSN, só notei gente sem assunto que me adicionou por alguma razão. Mesmo tendo um dia ferrado tive um bom sonho interrompido, então será dificil esquecer esse meu passeio com a Milla Jovovich.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2008.
Foto: Milla Jojovich em campanha publicitária para o perfume "Hypnotic Poison" por Christian Dior.
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Quarta-feira, Outubro 07, 2009
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
A Cobaia Social
Observando as coisas como surgem penso às vezes que sirvo como cobaia em testes de alguma espécie de teoria de conspiração consistente em diversos focos independentes que sempre me põem como figura social incompreendida e dificilmente rotulada. É bem difícil rotular alguém tão versátil, talvez seja fácil incrementar conceitos relacionados em sinônimos relacionados à minha personalidade excêntrica e solitária tão incômoda para os indivíduos pré-julgados como "comuns". Na verdade todos temos peculiaridades, mas pessoas como eu nasceram exageradas nesse sentido.Analisando casos decorrentes de péssimas interpretações perante meus ideais, gostos e desgostos, amores e ódios e demais motivações de meus conhecimentos empíricos e de meu estilo sibaritista, concluo que é difícil me relacionar em certa parte, pois minha linguagem nem sempre diz tudo que desejo e acabo por ser identificado como uma possível cobaia das más línguas que insistem em contorcer meus dizeres, além disso conseguem me ferir das dez maneiras que mais condeno: levantam mentiras sobre minha honra; ignoram-me sem listar motivos concretos; não cumprem o que me prometeram ou devem; mentem sobre mim sem me dar direito de defesa; brincam com meus sentimentos; me negam ajuda quando tem oportunidade em colaborar; são hipócritas comigo; ferem alguém de quem gosto sem motivos concretos; fazem comparações nocivas perante meu comportamento e demais estatísticas; e me embromam com algo que eu considero importante.
Diante de todos esses problemas de interação social eu vivo em um paradoxo: por uma lado vivo em constante conflito idealístico na presença de pessoas que não me compreendem, por outro lado convivo normalmente com minhas pessoas queridas, nunca me faltando numerosos e valorosos amigos dos estilos e utilidades mais variados, mesmo sendo exótico mostro-me amistoso e aberto a conversas profundas com aqueles que tem intimidade comigo.
Sou solitário por evitar me expor, por isso levo meses e até anos para saber se vale mesmo a pena que alguém entre em minha vida amistosa ou amorosa, pouco me importa quantos meses ou anos posso passar solitário, este fardo é sempre mais leve para mim por ser característico de minha natureza. Pessoas entram e saem da minha vida com frequência e assim prefiro, ficam os bons e saem os maus. Em uma breve definição, minha solidão se reflete ao fato da seletividade idealística e níveis metódicos de ganhos e perdas, podem me chamar de ultra-racional, mas acredito que estejam certos, minha emotividade é quase inexistente, quase nada me abala, salvo quando entram em jogo as atitudes que julgo por intoleráveis como já citei.
Antigamente eu sentia dores, hoje apenas tenho cicatrizes emotivas profundas, várias travas físicas e mentais que determinam mecanismos de defesa para todos os fins e isso me traz vantagens como um maior auto-controle de minhas ações e planos; e desvantagens como a insensibilidade emocional gerada pelo racionalismo hiperbólico que me torna uma espécie de autômato de carne, algo parecido com uma máquina avançada seguindo seu conteúdo programático, fazendo cálculos variados para obter êxito em suas metas e objetivos, sendo eles concretos ou abstratos. Tudo segue um fluxograma pouco variável e quase inflexível quando minha vida não consegue ser dividida em camadas de posses e idealizações, essa racionalidade extremista já me fez ver as pessoas como peças de xadrez a serem usadas como degraus para o alcance de meus desejos, hoje em dia estou a fim de esquecer rótulos como: "chave de acesso", "aliado eficaz", "aliado temporário" e "peça descartável", é uma maneira muito fria de encarar as pessoas, essa frieza chega a ser uma rispidez e um total desrespeito a todas as pessoas que me rodeiam. Atualmente já não as vejo dessa forma, mas permaneço medianamente gélido para evitar decepções.
Podem me chamar de narcisista também, por realçar meu egolatrismo e materialismo, tenho a impressão de definhar como se estivesse predestinado a lutar constantemente com meu lado oposto que mais parece uma analogia entre minha pseudo dupla personalidade, algo bem próximo ao embate dos personagens Dr. Jekill, o médico bondoso em sua humanidade e dogmas de conduta social e o Sr. Hide, o monstro de sua personalidade algoz com relação ao Dr. Jekill, psicótico e desprovido de travas psico-sociais. Lógico que não sou tão extremo como esses personagens, mas analogamente é uma referência bem cabível ao meu comportamento com bases dualistas.
Sinto-me uma cobaia a ter que sofrer por determinados resultados dos testes em mim aplicados, mas quem disse que as coisas boas são fáceis? Certamente seria muita preguiça de minha parte pensar que a vida será uma simples brincadeira e tudo virá conforme eu desejar, conflitos internos existem e são mais dolorosos que os externos, por isso prontifico-me a saber como sobreviver nesse enorme e perigoso laboratório que chamamos de vida.
- Mensageiro Obscuro.
2004.
Diante de todos esses problemas de interação social eu vivo em um paradoxo: por uma lado vivo em constante conflito idealístico na presença de pessoas que não me compreendem, por outro lado convivo normalmente com minhas pessoas queridas, nunca me faltando numerosos e valorosos amigos dos estilos e utilidades mais variados, mesmo sendo exótico mostro-me amistoso e aberto a conversas profundas com aqueles que tem intimidade comigo.
Sou solitário por evitar me expor, por isso levo meses e até anos para saber se vale mesmo a pena que alguém entre em minha vida amistosa ou amorosa, pouco me importa quantos meses ou anos posso passar solitário, este fardo é sempre mais leve para mim por ser característico de minha natureza. Pessoas entram e saem da minha vida com frequência e assim prefiro, ficam os bons e saem os maus. Em uma breve definição, minha solidão se reflete ao fato da seletividade idealística e níveis metódicos de ganhos e perdas, podem me chamar de ultra-racional, mas acredito que estejam certos, minha emotividade é quase inexistente, quase nada me abala, salvo quando entram em jogo as atitudes que julgo por intoleráveis como já citei.
Antigamente eu sentia dores, hoje apenas tenho cicatrizes emotivas profundas, várias travas físicas e mentais que determinam mecanismos de defesa para todos os fins e isso me traz vantagens como um maior auto-controle de minhas ações e planos; e desvantagens como a insensibilidade emocional gerada pelo racionalismo hiperbólico que me torna uma espécie de autômato de carne, algo parecido com uma máquina avançada seguindo seu conteúdo programático, fazendo cálculos variados para obter êxito em suas metas e objetivos, sendo eles concretos ou abstratos. Tudo segue um fluxograma pouco variável e quase inflexível quando minha vida não consegue ser dividida em camadas de posses e idealizações, essa racionalidade extremista já me fez ver as pessoas como peças de xadrez a serem usadas como degraus para o alcance de meus desejos, hoje em dia estou a fim de esquecer rótulos como: "chave de acesso", "aliado eficaz", "aliado temporário" e "peça descartável", é uma maneira muito fria de encarar as pessoas, essa frieza chega a ser uma rispidez e um total desrespeito a todas as pessoas que me rodeiam. Atualmente já não as vejo dessa forma, mas permaneço medianamente gélido para evitar decepções.
Podem me chamar de narcisista também, por realçar meu egolatrismo e materialismo, tenho a impressão de definhar como se estivesse predestinado a lutar constantemente com meu lado oposto que mais parece uma analogia entre minha pseudo dupla personalidade, algo bem próximo ao embate dos personagens Dr. Jekill, o médico bondoso em sua humanidade e dogmas de conduta social e o Sr. Hide, o monstro de sua personalidade algoz com relação ao Dr. Jekill, psicótico e desprovido de travas psico-sociais. Lógico que não sou tão extremo como esses personagens, mas analogamente é uma referência bem cabível ao meu comportamento com bases dualistas.
Sinto-me uma cobaia a ter que sofrer por determinados resultados dos testes em mim aplicados, mas quem disse que as coisas boas são fáceis? Certamente seria muita preguiça de minha parte pensar que a vida será uma simples brincadeira e tudo virá conforme eu desejar, conflitos internos existem e são mais dolorosos que os externos, por isso prontifico-me a saber como sobreviver nesse enorme e perigoso laboratório que chamamos de vida.
- Mensageiro Obscuro.
2004.
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Terça-feira, Outubro 06, 2009
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Lúcifer Arquetípico
L uz brilhante que com exuberância seduz,U ma personalidade poderosa é nossa marca,
C ondenados somos ao nos rebelar,
I nterpretação é a porta para a compreensão
F raqueza não persiste em quem luta e vence,
E nergia sem contraparte não existe,
R ebeldia é a libertação contra a opressão.
A rrependidos não se superam,
R ebanho é o grupo das marionetes,
Q uando os vermes nos atacarem
U niremos nosso poder contra eles.
E staremos prontos para lutar,
T rabalhamos por nossa autonomia,
I niciados na solitária estrada
P ara fazer o que desejarmos.
I nsistimos em destruir o Sistema,
C aímos e nos levantamos,
O rdenamos nossas próprias vidas.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2008.
Foto: "Lúcifer" por Guillaume Geefs, 1848.
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Terça-feira, Setembro 29, 2009
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Tuas Aventuras Começam Aqui!
Sejas bem-vindo à minha cripta, dormi por muito tempo.Eis minha morada empoeirada nesse cômodo solitário,
As folhas secas e o mármore gélido enfeitam meu lar.
Oh! Minha criança de rosto assustado,
Tu me tiraste das entranhas desta tumba
E agradeço-lhe por isso.
Admire-me, pois sou único,
Sinto que sou teu sonho que virou realidade.
Digo que teus estudos estavam certos!
Tua pesquisa intensa é real,
Te direi a verdade sobre mim...
Sou poderoso, lindo, rico, charmoso
E você deseja ser como eu...
Sou o que procuras! Sou um vampiro!
Consumo os fracos há muitas épocas,
Sentes medo? É lamentável que sejas assim.
Consigo saber quem és, não temas...
Veja minha boca com caninos afiados,
Observe-me atento.
Sou dotado de poderes complexos,
Eu lhe recompensarei, sou generoso,
Portanto estude-me mais.
Tens belas roupas estravagantes e maquiagens,
Tudo de meu gosto, tu veste-se bem,
Meu jovem mortal, desejo presentes assim...
Obrigado pelo traje de vampiro,
Que ironia das artes de seu povo...
Estou trajando-me do que consideram lenda.
Venha para perto de meu esquife.
Que veias pulsantes tens...
Venha meu querido e alimente-me
Que delícia de sangue...
Chega! Não me excederei,
Vais viver mais, pois tu és especial.
Preciso de criminosos pra sugar,
Como também de um banho confortante.
Apresente-me teu mundo nessa era,
Ajuda-me agora, meu amigo?
Obrigado por não deixar esse deus aqui virar pó,
Como tantos outros viraram e ainda hão de virar.
Sou egocêntrico, mas posso amá-lo e treiná-lo
Sejas meu discípulo por agora e adiante!
Venha para mundos que sua consciência nega existir,
Acompanhe-me numa jornada insana e divertida
Vamos logo, aceite essa oferta,
Sejas uma boa criança...
Talvez eu lhe dê o Presente das Trevas.
Temos um segredo. Recaptulando: tuas aventuras começam aqui!
- Mensageiro Obscuro.
16/02/2006.
-- Glossário --
Termos baseados nos livros da saga das crônicas vampirescas de Anne Rice:
- Criança = Gíria vampírica para um vampiro neófito e também usada por uns vampiros para definir um discípulo humano.
- Presente das Trevas = É a transformação de um mortal em vampiro, do qual herda poderes e sua maldição imortal. Consiste basicamente em ter uma boa parte de seu sangue sugada pelo vampiro e depois tal sangue misturado circulante no corpo do vampiro é doado em pequenas doses ao vampirizado que o suga direto do corpo do monstro para se tornar um amaldiçoado como ele.
Foto: "Lestat" por Norma Peters. Obra inspirada nos livros das crônicas vampirescas da escritora Anne Rice.
Portal da artista: http://www.elfwood.com/~peters
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Segunda-feira, Setembro 28, 2009
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Estrela Sombria
Conheci uma mente poderosa e encantadora,Dona de uma racionalidade complexa
Excêntrica em forma e conteúdo.
Reclusa tão longe em sua torre nebulosa,
Eis a dama exótica forjada nas trevas,
Teu brilho é diferente, eis a Estrela Sombria!
Ela é um farol num reino de sombras
Com tuas potencialidades raras.
É pura personalidade e poder,
Capaz até de virar filosofia e artes,
Possui mistérios e segredos opacos
Pouco decifráveis até aos íntimos.
Por vezes feriram teu corpo e mente,
Sobraram cicatrizes como provas.
Em estudos de pesquisa e misticismo
Talvez ela seja vampira ou até demônio.
Dama realista ou mitológica, tese e antítese,
Híbrida essência mórbida, pálida fêmea.
As belezas da decadência e dor existem
Mas somente os mais sensíveis as captam.
Sua estranheza gera curiosidade contínua
Revelando criatura tão única e companheira.
Atrativo é teu interior por trás da blindagem
Que guarda mundos distantes e belos.
Poucas estrelas brilham tão intensamente em meu Universo.
- Mensageiro Obscuro.
Janeiro/2006.
Foto: arte digital de uma estrela de luz negra.
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domingo, 20 de setembro de 2009
Lar de Minha Tristeza
Folhas secas caem em meu solo infértil,Folhas tão secas como meu coração por dentro,
Estátuas desgastadas, quebradas e empoeiradas
Enfeitam minha morada tão decrepta,
Todas tão esquecidas quanto meus sentimentos
Intensos e ainda tão quentes.
Meu sarcófago está aberto e ansioso
Esperando meu corpo ainda vivo,
Minha alma está aderente ao sabor
Curioso e esperado da morte,
Não mais tenho esperanças em viver.
Dor, tristeza e sofrimento transbordam,
Solitário estou, esperando o beijo da morte,
E o lar de minha tristeza ainda está erguido,
Beije-me, sentencie-me, faça de mim uma pedra!
Que eu seja a pedra na cabeça dos inimigos,
Que sintam minha dor e angústia em seus corpos,
Para a glória de meu ego, abandono o perdão,
Maldita hora em que nasci e cresci!
Lágrimas e dores corroem meu tolo espírito,
Seres espectrais perturbam-me em solo sagrado,
Sacerdotes macabros fingem benevolência,
Eu os odeio e eles fingem me amar.
Lar de minha tristeza, dor em minha morada,
Eis meu refúgio do martírio, sentença decadente!
Prisão secreta onde choro sem temor de ser visto,
Onde o solo comerá de minha carne aos meus ossos.
Agora deixem-me saborear as desilusões de minha vida morta enterrado no lar de minha tristeza.
- Mensageiro Obscuro.
2005.
Foto: Algum túmulo em um cemitério europeu (arte tumular).
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