As dores vieram intensas
pelos elos quebrados,
sentimentos amadureceram,
pensamentos expandiram
e o passado foi avaliado.
Nos erros de cá e lá
as feridas cicatrizam,
a negatividade morreu
e... existe algo melhor
para mim lá fora.
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2012.
Foto: Homem em momento de liberdade. Sem referências encontradas no Google Imagens.
"Sou um aventureiro que busca saberes e prazeres sem grilhões e raízes." - Mensageiro Obscuro.
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Mensageiro Obscuro é um escritor performático que possui um espetáculo solo no qual recita textos utilizando vestuários exóticos, maquiagens e outros recursos criados por ele. Escreve prosas poéticas, poesias, contos, crônicas, pensamentos, frases e experimenta outras formas de escrita.
Seus principais estilos e temas em suas obras são: aventura fantástica, realismo fantástico, autobiografia, onirismo, ultra-romantismo, simbolismo, drama, horror e suspense, ocultismo e misticismo, mitologias, filosofias, surrealismo, belicismo, natureza, comportamento, erotismo e humor.
Seus principais estilos e temas em suas obras são: aventura fantástica, realismo fantástico, autobiografia, onirismo, ultra-romantismo, simbolismo, drama, horror e suspense, ocultismo e misticismo, mitologias, filosofias, surrealismo, belicismo, natureza, comportamento, erotismo e humor.
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Aprendi a Vencer no Amor
Certa vez aprendi em algum local que tudo que podemos dar aos outros deve existir primeiro em nós, realmente esse conhecimento é verídico. Quando temos por nós mesmos o amor, companheirismo, compreensão, respeito, perdão e outros sentimentos; transmitimos essa energia saudável adiante para quem consideramos importantes em nossas vidas. Descobri que estou em constante construção e para me edificar preciso remodelar rotineiramente uma base firme para sustentar todo o resto. A vida é dura e sem boas estruturas eu entraria em decadência, mas não me permito a viver da pior maneira, sigo em frente acreditando em mim. Tudo que passei a viver quando me tornei aventureiro teve mais sabor, aprendi o valor profundo da singularidade, liberdade, privacidade e introversão, esses são os quatro sabores que degusto tanto como se fosse um glutão voraz ou o mais refinado dos apreciadores de iguarias. O verdadeiro aventureiro tem um espírito guerreiro no qual ele assume riscos de sucesso e fracasso, perde seus medos e desapega do que lhe faz mal. É assim que a vida segue para mim, desapegando de medos e travas que atrapalham a vida, pois ela é curta demais para que eu sofra com todas as negatividades que posso criar e nutrir.
Os problemas e dores obtidos devem tornar-se aprendizado para sermos melhores de modo geral e cada obstáculo só reforça que não devo me deixar vencer pelos problemas, mas devo sim me tornar cada vez mais poderoso para derrotá-los. Perdi o medo de me entregar de corpo e alma para quem amo, assim como abandonei o medo de assumir meus pensamentos e sentimentos que poderiam ser pisados por tal pessoa. Larguei meu orgulho, frieza, insegurança, arrogância, prepotência, receio e até parte da racionalidade para me entregar ao meu propósito de experimentar um amor verdadeiro e faria tudo igual se existisse uma máquina do tempo.
É fatídico que sofri e ainda sofrerei com o amor, mas regenero-me dos maus bocados e sem amor a vida é amarga, portanto invisto em mim, na família, nos amigos e em uma companheira. Consegui até sentir a raríssima sintonia profunda entre mente e corpo que por vezes só sentimos com uma ou duas pessoas durante nossa existência, aprendi muito com isso e sigo adiante. No final de diversos sofrimentos saí vitorioso ao eliminar minhas antigas barreiras mentais e comportamentais, não me arrependi de nada que fiz por entender isso como aprendizado, e sei que tenho energia para amar intensamente outras tantas vezes.
Passei a viver intensamente e não sei se essas batidas do coração, beijos e abraços serão os últimos, então não nutro negatividades por mim e nem pelos outros. Quando amamos a nós mesmos e a certas pessoas é possível até o retorno e o renascimento de antigos sentimentos, isso pode ocorrer quando ambas as partes se entregam a recomeçar após amadurecer. Vivi ganhos e vitórias, assim como perdas e derrotas, mas é justamente com o pior lado da vida que aprendo o melhor para mim e prossigo minha jornada solo.
Vivo como um índio guerreiro que luta de peito aberto sem medo das armas inimigas, sem armaduras, sem elmo, somente de corpo pintado, com cicatrizes de antigas batalhas e com o espírito exalando todo o poder pelos poros. Caminhando pela floresta com a cabeça erguida e arma firme nas mãos dentro da selvageria existencial onde posso ser predador e presa, mas não recuo e nem me rendo pois nasci para essa guerra. Eu costumo me apresentar citando que "sou um aventureiro que busca saberes e prazeres sem grilhões e raízes" e de fato estou certo. Ninguém pode me tirar quem sou e o que sou, nem mesmo eu, por isso confirmo que estou em guerra e que já perdi muitas lutas, mas venci muitas outras e por isso caminho na estrada que me torne alguém melhor.
- Mensageiro Obscuro.
Março/2012.
Foto: Montanha canadense encontrada no Google Imagens.
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domingo, 4 de março de 2012
Máscara do Falso Poder
Há pessoas egocêntricas que não melhoram por dentro enquanto a vida passa, esses indivíduos possuem um passado capaz de rasgar suas mentes e seguem adiante com feridas abertas, adotando o sofrimento e pessimismo como estilo de vida. Sua decadência impede seu avanço vital em alguns campos como intrapessoalidade, vida social, afeto e sexo e até estudos e trabalho. Então, tal pessoa pode revelar-se confusa, orgulhosa, prepotente, arrogante, agressiva, grosseira, frustrada e insegura, e nesse sistema é possível criar um conjunto de mecanismos de fuga da vida e de si mesma precisando fingir-se de fria, indiferente, insensível e racional na tentativa vã e infantil de parecer superior; mas tudo não passa de uma maquiagem para disfarçar sua grande passionalidade e fragilidade notáveis. Têm pessoas infelizes e ferem-se facilmente no decorrer da vida, mas todo esse conjunto de defeitos cria defesas já catalogadas pela psicologia. Estar vivo na gangorra dos altos e baixos que ocorrem não é mesmo fácil para nós, em especial para quem entende a vida da pior maneira possível com um pessimismo corrosivo capaz de amargar as coisas mais belas e doces da vida; e de tanto medo da continuidade do ciclo vital tal ser acaba cometendo atos sem noção, justificando-os levianamente com argumentos pífios dignos de uma pessoa mimada.
Quando o amor próprio e a realização pessoal são minúsculos passa a existir uma prisão em nós mesmos transformando-nos em seres incapazes de lidar com nossos problemas em busca de soluções. Sem uma boa estrutura intrapessoal e emocional não poderemos ser grandes o suficiente para oferecer muito aos demais, nesse momento um sentimento de pequenez e amargura toma conta da mente dificultando a vida de forma geral. Portanto, nesse caso quem é muito pouco não terá conteúdo e atitudes para saciar as grandes personalidades encontradas durante a existência, devido a esses serem dotados de exigências proporcionais ao que podem oferecer e estes não se contenta com migalhas. Devemos aprender que superamos os problemas ou deixamos que eles nos superem, portanto devemos estar de bem conosco ou a vida nos ferirá intensamente.
O masoquismo é constante na vida de quem persiste em errar das mesmas formas, portanto a repetição gera a morbidez e esta se prolonga no apego pelo autoflagelo. É comum nos problemáticos que atirem seus problemas para “debaixo do tapete” ou "para cima dos outros" como mecanismo de transferência de sua negatividade para um alvo, assim tentando se aliviar de suas dores. Mentes perturbadas tornam-se uma “colcha de retalhos” que de tão emendadas não se tornam uniformes o suficiente para prosseguirem numa vida saudável em praticamente campo algum de suas necessidades. Existem várias fugas para a realidade e é até bom recorrer a elas vez ou outra, porém quando as fugas são mais comuns que o enfrentamento realista certamente possuímos um grave transtorno e trauma a corrigir, em especial o medo de viver que é realmente patológico.
Não é certo um indivíduo saudável e de bem com a vida guardar mágoa, rancor, raiva, tristeza e outros sentimentos negativos por gente muito doente da cabeça, é mais viável entender que essas são pessoas problemáticas e que precisam ser cuidadas e protegidas de si mesmas. Uma pessoa que apresente tantas defesas dá um sinal claro de fraqueza pessoal em termos afetivos e emocionais, porém mais fraco é quem não quer mudar e se prende a viver da pior forma. Problemáticos costumam ressaltar seus problemas e defeitos como regras inalteráveis; com isso persiste um drama quase teatral para chamar atenção que dizem ignorar. Gente assim dificilmente vence obstáculos, pois se consideram menores que seus entraves para as realizações. Tais seres escondem seus rostos por trás da máscara do falso poder e assim permanecem definhando em si próprias sendo dignas de pena e de ajuda especializada com tratamento adequado antes que seja tarde demais.
Quando o amor próprio e a realização pessoal são minúsculos passa a existir uma prisão em nós mesmos transformando-nos em seres incapazes de lidar com nossos problemas em busca de soluções. Sem uma boa estrutura intrapessoal e emocional não poderemos ser grandes o suficiente para oferecer muito aos demais, nesse momento um sentimento de pequenez e amargura toma conta da mente dificultando a vida de forma geral. Portanto, nesse caso quem é muito pouco não terá conteúdo e atitudes para saciar as grandes personalidades encontradas durante a existência, devido a esses serem dotados de exigências proporcionais ao que podem oferecer e estes não se contenta com migalhas. Devemos aprender que superamos os problemas ou deixamos que eles nos superem, portanto devemos estar de bem conosco ou a vida nos ferirá intensamente.
O masoquismo é constante na vida de quem persiste em errar das mesmas formas, portanto a repetição gera a morbidez e esta se prolonga no apego pelo autoflagelo. É comum nos problemáticos que atirem seus problemas para “debaixo do tapete” ou "para cima dos outros" como mecanismo de transferência de sua negatividade para um alvo, assim tentando se aliviar de suas dores. Mentes perturbadas tornam-se uma “colcha de retalhos” que de tão emendadas não se tornam uniformes o suficiente para prosseguirem numa vida saudável em praticamente campo algum de suas necessidades. Existem várias fugas para a realidade e é até bom recorrer a elas vez ou outra, porém quando as fugas são mais comuns que o enfrentamento realista certamente possuímos um grave transtorno e trauma a corrigir, em especial o medo de viver que é realmente patológico.
Não é certo um indivíduo saudável e de bem com a vida guardar mágoa, rancor, raiva, tristeza e outros sentimentos negativos por gente muito doente da cabeça, é mais viável entender que essas são pessoas problemáticas e que precisam ser cuidadas e protegidas de si mesmas. Uma pessoa que apresente tantas defesas dá um sinal claro de fraqueza pessoal em termos afetivos e emocionais, porém mais fraco é quem não quer mudar e se prende a viver da pior forma. Problemáticos costumam ressaltar seus problemas e defeitos como regras inalteráveis; com isso persiste um drama quase teatral para chamar atenção que dizem ignorar. Gente assim dificilmente vence obstáculos, pois se consideram menores que seus entraves para as realizações. Tais seres escondem seus rostos por trás da máscara do falso poder e assim permanecem definhando em si próprias sendo dignas de pena e de ajuda especializada com tratamento adequado antes que seja tarde demais.
Março/2012.
Foto: Máscara veneziana com tema musical sem referências encontradas através do Google Imagens.
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domingo, 7 de agosto de 2011
Medalhas
No octógono bélico
lutamos tecnicamente
testando nossos limites
e ao sangrar com dor
recebemos aplausos.
Duas armas vivas atacam-se
com socos, chutes, cabeçadas,
cotoveladas, joelhadas, torções,
encontrões, projeções,
reversões e imobilizações.
Usamos bloqueios, esquivas
e aparamos golpes
rangendo os dentes
enquanto observam-nos.
Somos feras na jaula
com cicatrizes gravadas
como nobres medalhas
sob nossas peles.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2011.
Foto: Stephan Bonnar vs. Krzysztof Soszynski, lutadores de UFC (Ultimate Fight Championship) em combate.
lutamos tecnicamente
testando nossos limites
e ao sangrar com dor
recebemos aplausos.
Duas armas vivas atacam-se
com socos, chutes, cabeçadas,
cotoveladas, joelhadas, torções,
encontrões, projeções,
reversões e imobilizações.
Usamos bloqueios, esquivas
e aparamos golpes
rangendo os dentes
enquanto observam-nos.
Somos feras na jaula
com cicatrizes gravadas
como nobres medalhas
sob nossas peles.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2011.
Foto: Stephan Bonnar vs. Krzysztof Soszynski, lutadores de UFC (Ultimate Fight Championship) em combate.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Romance Arriscado
Mesmo que estejamos fisicamente distantes estarei emocionalmente próximo, sei que não sou o mais romântico dos seres e talvez eu não tenha as palavras certas para lhe cativar o entendimento de parte do que se passa em mim, não tenho domínio dessa empatia. Desejo-te pelos meus sentidos e pensamentos que voam pelas doces e amargas nuvens que engulo durante minhas jornadas, simultaneamente enquanto estou em sua presença. Fingiremos que o tempo parou, que não temos expectativas, que somos inocentes descobrindo o amor pela primeira vez, assim seguiremos, ignorando a inconveniente existência de obstáculos entre nós.
Nesse tempo restante assistiremos o pôr do sol e dormiremos antes que ele se erga novamente, celebrando nossos momentos passageiros como se fossem os últimos. Num encontro entre o etéreo e o material negaremos a cobrança de certezas nessa vida tão incerta, onde mora a efemeridade existencial que tanto nos fere, ainda nos proporciona prazeres na persistência da convicção. Sejamos então corajosos para nos afundar nessa experiência na qual a virtualidade e realidade revelam nosso romance arriscado, que de tão incógnito nos fascina e envolve.
Nesse tempo restante assistiremos o pôr do sol e dormiremos antes que ele se erga novamente, celebrando nossos momentos passageiros como se fossem os últimos. Num encontro entre o etéreo e o material negaremos a cobrança de certezas nessa vida tão incerta, onde mora a efemeridade existencial que tanto nos fere, ainda nos proporciona prazeres na persistência da convicção. Sejamos então corajosos para nos afundar nessa experiência na qual a virtualidade e realidade revelam nosso romance arriscado, que de tão incógnito nos fascina e envolve.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2010.
Foto: Cena do filme "Asas do Desejo" (Der Himmel über Berlin) de 1987.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sabor da Guerra
O rubro sabor da guerra
está em meus lábios,
teu medo virou banquete.
Tua agonia sustenta
meu desejo de caça,
estou acima de tua sombra.
Observo teus movimentos
e logo conhecerás meu poder
em rasgar-lhe a carne.
Sou o terror que corre
enquanto teus ossos quebram,
tu esfriarás em minha lança.
- Mensageiro Obscuro.
Agosto/2009.
Foto: "Crusades - The Massacre of Antioch" por Gustave Doré.
está em meus lábios,
teu medo virou banquete.
Tua agonia sustenta
meu desejo de caça,
estou acima de tua sombra.
Observo teus movimentos
e logo conhecerás meu poder
em rasgar-lhe a carne.
Sou o terror que corre
enquanto teus ossos quebram,
tu esfriarás em minha lança.
- Mensageiro Obscuro.
Agosto/2009.
Foto: "Crusades - The Massacre of Antioch" por Gustave Doré.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Guerra e Morte
Ele:
Correu pelas trincheiras,
furioso e indomável,
unindo amigos e inimigos
no campo de batalha.
Sorria em tons tão rubros
quanto sua armadura
atingindo as massas
com suas armas e ódio.
Ela:
Caminhava calma pelo solo
silenciosa ou barulhenta,
trabalhando entre os vivos
e levando os moribundos.
Neutra em ser seletiva,
sorria em tons tão cinzentos
quanto suas mortalhas,
escolhendo a quem beijar.
Ambos:
Com brutalidades: a Guerra.
Com mistérios: a Morte.
Entre afagos eles se deitaram
na massa de sangue e corpos,
fazendo uma alcova
para sempre se amarem
entre tantas missões.
- Mensageiro Obscuro.
Março/2010.
Foto: "Crusade - Glorious Death of de Maille" por Gustave Doré.
Correu pelas trincheiras,
furioso e indomável,
unindo amigos e inimigos
no campo de batalha.
Sorria em tons tão rubros
quanto sua armadura
atingindo as massas
com suas armas e ódio.
Ela:
Caminhava calma pelo solo
silenciosa ou barulhenta,
trabalhando entre os vivos
e levando os moribundos.
Neutra em ser seletiva,
sorria em tons tão cinzentos
quanto suas mortalhas,
escolhendo a quem beijar.
Ambos:
Com brutalidades: a Guerra.
Com mistérios: a Morte.
Entre afagos eles se deitaram
na massa de sangue e corpos,
fazendo uma alcova
para sempre se amarem
entre tantas missões.
- Mensageiro Obscuro.
Março/2010.
Foto: "Crusade - Glorious Death of de Maille" por Gustave Doré.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Seu Doce Desespero
Vejo você rumar à vitória e o ódio me consome, vivo tristes pesadelos com teu triunfo. Maldita seja! Usurpadora, diabólico ser mascarado, logo sua máscara cairá e suas lágrimas de tristeza e derrota são o mel de minha alegria, o vinho de minha vitória. Teu doce desespero é o sangue quente de minhas veias. Tenho um prazer orgástico quando rasteja pelas estrada, assim, escancaro meu ódio a ti e espero que sofra mais. Quero que cada um de seus erros sejam um fel em sua língua e que teu sangue sujo derrame, mas não a deixe morrer.
Caminhe por espinhos e rasgue sua carne, continue viva, desejo o néctar mais puro de seu sangue ao chão. Desejo-te a imortalidade para arrepender-se e quando arrependida ainda sofra um pouco, alimente minha libido exótica com sua tragédia. Seu doce desespero será consumido bem lentamente, quando a sentença existencial se mostrar como o sofrimento puro e vagaroso.
O sadismo é minha refeição mais elaborada e saborosa. Iguaria que comerei devagar para que seja durável, especiaria minha que me enjoarei e darei ao descanso mortuário. Seu sofrimento será a pintura que emoldurarei em minha melhor parede, eis o teu doce desespero.
- Mensageiro Obscuro.
2004.
Foto: Imagem de fonte desconhecida encontrada no Google Imagens.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
A Cobaia Social
Observando as coisas como surgem penso às vezes que sirvo como cobaia em testes de alguma espécie de teoria de conspiração consistente em diversos focos independentes que sempre me põem como figura social incompreendida e dificilmente rotulada. É bem difícil rotular alguém tão versátil, talvez seja fácil incrementar conceitos relacionados em sinônimos relacionados à minha personalidade excêntrica e solitária tão incômoda para os indivíduos pré-julgados como "comuns". Na verdade todos temos peculiaridades, mas pessoas como eu nasceram exageradas nesse sentido.
Analisando casos decorrentes de péssimas interpretações perante meus ideais, gostos e desgostos, amores e ódios e demais motivações de meus conhecimentos empíricos e de meu estilo sibaritista, concluo que é difícil me relacionar em certa parte, pois minha linguagem nem sempre diz tudo que desejo e acabo por ser identificado como uma possível cobaia das más línguas que insistem em contorcer meus dizeres, além disso conseguem me ferir das dez maneiras que mais condeno: levantam mentiras sobre minha honra; ignoram-me sem listar motivos concretos; não cumprem o que me prometeram ou devem; mentem sobre mim sem me dar direito de defesa; brincam com meus sentimentos; me negam ajuda quando tem oportunidade em colaborar; são hipócritas comigo; ferem alguém de quem gosto sem motivos concretos; fazem comparações nocivas perante meu comportamento e demais estatísticas; e me embromam com algo que eu considero importante.
Diante de todos esses problemas de interação social eu vivo em um paradoxo: por uma lado vivo em constante conflito idealístico na presença de pessoas que não me compreendem, por outro lado convivo normalmente com minhas pessoas queridas, nunca me faltando numerosos e valorosos amigos dos estilos e utilidades mais variados, mesmo sendo exótico mostro-me amistoso e aberto a conversas profundas com aqueles que tem intimidade comigo.
Sou solitário por evitar me expor, por isso levo meses e até anos para saber se vale mesmo a pena que alguém entre em minha vida amistosa ou amorosa, pouco me importa quantos meses ou anos posso passar solitário, este fardo é sempre mais leve para mim por ser característico de minha natureza. Pessoas entram e saem da minha vida com frequência e assim prefiro, ficam os bons e saem os maus. Em uma breve definição, minha solidão se reflete ao fato da seletividade idealística e níveis metódicos de ganhos e perdas, podem me chamar de ultra-racional, mas acredito que estejam certos, minha emotividade é quase inexistente, quase nada me abala, salvo quando entram em jogo as atitudes que julgo por intoleráveis como já citei.Antigamente eu sentia dores, hoje apenas tenho cicatrizes emotivas profundas, várias travas físicas e mentais que determinam mecanismos de defesa para todos os fins e isso me traz vantagens como um maior auto-controle de minhas ações e planos; e desvantagens como a insensibilidade emocional gerada pelo racionalismo hiperbólico que me torna uma espécie de autômato de carne, algo parecido com uma máquina avançada seguindo seu conteúdo programático, fazendo cálculos variados para obter êxito em suas metas e objetivos, sendo eles concretos ou abstratos. Tudo segue um fluxograma pouco variável e quase inflexível quando minha vida não consegue ser dividida em camadas de posses e idealizações, essa racionalidade extremista já me fez ver as pessoas como peças de xadrez a serem usadas como degraus para o alcance de meus desejos, hoje em dia estou a fim de esquecer rótulos como: "chave de acesso", "aliado eficaz", "aliado temporário" e "peça descartável", é uma maneira muito fria de encarar as pessoas, essa frieza chega a ser uma rispidez e um total desrespeito a todas as pessoas que me rodeiam. Atualmente já não as vejo dessa forma, mas permaneço medianamente gélido para evitar decepções.
Podem me chamar de narcisista também, por realçar meu egolatrismo e materialismo, tenho a impressão de definhar como se estivesse predestinado a lutar constantemente com meu lado oposto que mais parece uma analogia entre minha pseudo dupla personalidade, algo bem próximo ao embate dos personagens Dr. Jekill, o médico bondoso em sua humanidade e dogmas de conduta social e o Sr. Hide, o monstro de sua personalidade algoz com relação ao Dr. Jekill, psicótico e desprovido de travas psico-sociais. Lógico que não sou tão extremo como esses personagens, mas analogamente é uma referência bem cabível ao meu comportamento com bases dualistas.
Sinto-me uma cobaia a ter que sofrer por determinados resultados dos testes em mim aplicados, mas quem disse que as coisas boas são fáceis? Certamente seria muita preguiça de minha parte pensar que a vida será uma simples brincadeira e tudo virá conforme eu desejar, conflitos internos existem e são mais dolorosos que os externos, por isso prontifico-me a saber como sobreviver nesse enorme e perigoso laboratório que chamamos de vida.
- Mensageiro Obscuro.
2004.
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domingo, 20 de setembro de 2009
Lar de Minha Tristeza
Folhas secas caem em meu solo infértil, folhas tão secas como meu coração por dentro, estátuas desgastadas, quebradas e empoeiradas enfeitam minha morada tão decrepita. Todas elas tão esquecidas quanto meus sentimentos antes intensos e um dia tão quentes. Meu sarcófago está aberto e ansioso pelo meu corpo ainda tão vivo, minha alma está aderente ao sabor curioso e esperado da morte, não mais tenho esperanças em viver. Dor, tristeza e sofrimento transbordam, solitário estou, esperando o beijo da morte, e o lar de minha tristeza ainda está erguido! Beije-me, sentencie-me ao fim, faça de mim uma pedra! Que eu seja a pedra na cabeça dos inimigos, que sintam minha dor e angústia em seus corpos. Para a glória de meu ego, abandono o perdão e digo: maldita hora em que nasci e cresci!Lágrimas e dores corroem meu tolo espírito, seres espectrais perturbam-me em solo sagrado, sacerdotes macabros fingem benevolência, eu os odeio e eles fingem me amar. Lar de minha tristeza, dor em minha morada, eis meu refúgio do martírio nessa sentença decadente! Prisão secreta onde choro sem temor de ser visto, onde o solo comerá de minha carne aos meus ossos. Agora deixem-me saborear as desilusões de minha vida morta enterrado no lar de minha tristeza.
- Mensageiro Obscuro.
2005.
Foto: Algum túmulo em um cemitério (arte cemiterial e tumular).
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Alma Cansada
Acabaram-se aqueles bons momentos,resta a saudade, frio, dor e vergonha.
não mais creio em meus sentimentos,
a intensidade cessou, veio o vazio.
Memórias, lamúrio de uma alma cansada,
a realidade construiu um destruído,
os ossos ainda seguram a carne surrada,
pensamentos e emoções, nada com sentido.
Morbidez, triste fim, depressiva essência,
o cansaço. Oh! cansaço que me consome!
Fantasmas mesclam-se à minha essência,
bebo sem sede, mordo algo sem fome.
Desilusões são minhas maiores convicções,
não tenho esperanças nem mesmo sorte.
a miséria morde-me sorrateira e furtiva,
nada mais quero, basta-me o gelar da morte.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2007.
Foto: "Hamlet and Horace au cimetière" por Eugène Delacroix, 1839.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Insensibilidade
Tão dóceis ao nascer e crescendo tão doentios eles não sentem a dor da fauna e flora. A miséria de espírito alimenta suas vidas fúteis, enquanto o egocentrismo e materialismo os enterram e tudo vira sacrifício para sua deusa de matança. Suas essências tem sabor amargo de destruição, pois não percebem seus erros e culpa. Choro em desespero pelo fim próximo, o templo da mediocridade cresceu e elegeu a crueldade como seu avatar.Sua deusa comemora seu grande culto enquanto deveria ser enforcada e largada, aos pés dos poucos que entendem que temos culpa por toda a degradação. Tamanha é dor que só os conscientes sentem ao perceberem essa tortura e peso. Agora minha mãe agoniza ao regenerar-se abandonada por muitos de meus irmãos.
- Mensageiro Obscuro.
Agosto/2007.
- Glossário -
Avatar = é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma (religião) encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.
Foto: "Desmatamento no Piauí" por Eco Piauí.
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