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Pesquisa no Abismo

Minha Arte

Mensageiro Obscuro é um escritor performático que possui um espetáculo solo no qual recita textos utilizando vestuários exóticos, maquiagens e outros recursos criados por ele. Escreve prosas poéticas, poesias, contos, crônicas, pensamentos, frases e experimenta outras formas de escrita.

Seus principais estilos e temas em suas obras são: aventura fantástica, realismo fantástico, autobiografia, onirismo, ultra-romantismo, simbolismo, drama, horror e suspense, ocultismo e misticismo, mitologias, filosofias, surrealismo, belicismo, natureza, comportamento, erotismo e humor.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nossas Memórias

Lembro de um banquete leve para dois,
sabores sensitivos e afrodisíacos,
a malícia de nossas faces marcantes,
bocas provocantes e corpos quentes.
Nos trajávamos com fantasias,
desejoso a abracei intensamente,
o cheiro e calor me excitaram,
seus pêlos arrepiaram
enquanto te agarrei.

Mascarada e coberta deitou-se
em meu divã enquanto a analisava
para descobrir os encantos
um pequeno corpo libidinoso,
que lentamente se despia
provocando-me com seus lábios.

Na longa e extasiante noite
chocolates derretiam aos beijos,
nossas peles atritavam-se
e atingimos o apogeu do prazer.
Acabou-se tudo, mas lembrarei
Que essas são nossas memórias...

- Mensageiro Obscuro.
Abril/2008.

Foto: Foto romântica sem referências encontradas. Adquirida no Google Imagens.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Alma Cansada

Acabaram-se aqueles bons momentos,
resta a saudade, frio, dor e vergonha.
não mais creio em meus sentimentos,
a intensidade cessou, veio o vazio.

Memórias, lamúrio de uma alma cansada,
a realidade construiu um destruído,
os ossos ainda seguram a carne surrada,
pensamentos e emoções, nada com sentido.

Morbidez, triste fim, depressiva essência,
o cansaço. Oh! cansaço que me consome!
Fantasmas mesclam-se à minha essência,
bebo sem sede, mordo algo sem fome.

Desilusões são minhas maiores convicções,
não tenho esperanças nem mesmo sorte.
a miséria morde-me sorrateira e furtiva,
nada mais quero, basta-me o gelar da morte.


- Mensageiro Obscuro.
Junho/2007.


Foto: "Hamlet and Horace au cimetière" por Eugène Delacroix, 1839.