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Pesquisa no Abismo

Minha Arte

Mensageiro Obscuro é um escritor performático que possui um espetáculo solo no qual recita textos utilizando vestuários exóticos, maquiagens e outros recursos criados por ele. Escreve prosas poéticas, poesias, contos, crônicas, pensamentos, frases e experimenta outras formas de escrita.

Seus principais estilos e temas em suas obras são: aventura fantástica, realismo fantástico, autobiografia, onirismo, ultra-romantismo, simbolismo, drama, horror e suspense, ocultismo e misticismo, mitologias, filosofias, surrealismo, belicismo, natureza, comportamento, erotismo e humor.
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domingo, 21 de agosto de 2011

Doppelgänger

Besta lendária e maldita, desgraça caminhante, invadia a essência dos vivos para seu prazer e copiava minha forma para destruir meu nome! Ser macabro e amorfo, pela forma que confundia meus amigos eu estraçalharia sua carne e ossos. Sem rosto e personalidade próprios ele me copiava até nos detalhes, simulava minhas habilidades e poderes parcamente. A vida do sósia tinha de terminar, eu o livraria do fardo existencial. Solucionaria seu problema com violência pois minha boca não seria o bastante.

Esse fardo de identidade dismorfa deveria cessar com os meus ataques. Quis destruir sua forma inumana libertando esse mundo de sua presença. Desejei-o como oponente em uma batalha, não mais veria seu desrespeito, não mais ouviria suas zombarias. Outras perturbações eram menores, seu sangue seria devorado pelo solo naquele instante.

Fui destemido ao enfrentar meu inimigo, minha existência estava abalada, pelo invejoso e cruel doppelgänger! O copiador das entranhas subterrâneas, o pesadelo dos reflexos distorcidos. Tivemos uma grande batalha física e mística, tamanho duelo foi delicioso ao revelar que sou o verdadeiro Mensageiro Obscuro. Nem tudo podia ser copiado e assim venci ao decapitar quem nunca foi alguém. Venci a batalha, mais um monstro foi derrotado e o Mundo Onírico ficou um pouco mais habitável para criaturas como eu.


- Mensageiro Obscuro.
Junho/2007.


-- Glossário --

Doppelgänger = É uma criatura mitológica de lendas germânicas que podia imitar a forma física, voz e jeito do humano copiado. Lendas contam que o doppelgänger é um humanóide metamorfo que só pensa em si mesmo, possui poderes mentais moderados mas eficazes para manter seu disfarce quando assume a forma de alguém após matar a identidade original. Várias lendas giram em torno desse ser que podia ser também uma versão de personalidade oposta a do copiado, surgindo de alguma forma misteriosa para tomar seu lugar na sociedade. O nome "doppelgänger" se originou da fusão das palavras alemãs: "doppel" (significa duplo ou duplicata) e "gänger" (andante, ambulante ou que vaga).


Foto: "Doppelgänger" por Danny Licul.
Página da artista: Danny Licul

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Romance Arriscado

Mesmo que estejamos fisicamente distantes estarei emocionalmente próximo,  sei que não sou o mais romântico dos seres e talvez eu não tenha as palavras certas para lhe cativar o entendimento de parte do que se passa em mim, não tenho domínio dessa empatia. Desejo-te pelos meus sentidos  e pensamentos que voam pelas doces e amargas nuvens que engulo durante minhas jornadas, simultaneamente enquanto estou em sua presença. Fingiremos que o tempo parou, que não temos expectativas, que somos inocentes descobrindo o amor pela primeira vez, assim seguiremos, ignorando a inconveniente existência de obstáculos entre nós.

Nesse tempo restante assistiremos o pôr do sol e dormiremos antes que ele se erga novamente, celebrando nossos momentos passageiros como se fossem os últimos. Num encontro entre o etéreo e o material negaremos a cobrança de certezas nessa vida tão incerta, onde  mora a efemeridade existencial que tanto nos fere, ainda nos proporciona prazeres na persistência da convicção. Sejamos então corajosos para nos afundar nessa experiência na qual a virtualidade e realidade revelam nosso romance arriscado, que de tão incógnito nos fascina e envolve.

- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2010.

Foto:  Cena do filme "Asas do Desejo" (Der Himmel über Berlin) de 1987.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Serenata Mortuária

O silêncio era a existência de leves murmúrios de folhas secas nas noites silenciosas, os sussurros misturavam-se à escuridão, fazendo o vento frio ao ouvido passar de um lado ao outro. A paz era firme naquele bosque gélido, animais fugiram assustados sem nenhum motivo aparente, algo estava perto, o que era eu não sabia. Pensei no ápice de minha solidão naquele local misterioso sobre onde estariam os amáveis brilhos das luzes e por qual razão o céu tão escuro não me revelava a intensa prata lunar. Que segredos guardavam esse lugar pelo qual caminhei? Eu filosofava amando aquela beleza tão sombria, aqueles encantos tão marcantes que me tornavam parte daquele local de uma forma inexplicável. Queria conhecer mais, queria ser parte daquele solo, flora, fauna, vento, água e tantas outras coisas que compunham o cenário de uma beleza noturna.

Pensei e mais perguntas e dúvidas vieram junto com o medo, senti uma baforada quente ao pescoço e vi um vulto correr veloz como um fantasma afoito, seu barulho cessou, voltei ao meu caminho, um tanto assustado, mas ainda curioso em sair daquela mata. Inesperadamente fui arrancado do chão e sucumbindo ao pânico fui arrastado árvore acima... meu pescoço foi rasgado, senti-me escoando em jorros, lentamente uma fera sugava meu sangue. Fui atacado por um vampiro ou demônio? Não importava. Fui mais uma nota nessa serenata mortuária, novamente veio o silêncio da noite.

- Mensageiro Obscuro.
Outubro/2006.

Foto: "Death as a Cutthroat" de Alfred Rethel (1851).

terça-feira, 22 de junho de 2010

Turbilhão de Emoções

Sou um emaranhado de sentimentos, uma mistura de ações e reações; tantas dúvidas entre tantas certezas fizeram a colcha de retalhos que de tão mesclada virou algo incógnito. O peão gira como minhas emoções nessa roleta russa existencial, logo caminho e até corro entre tantos rodopios insanos nessa espiral. Sigo essa aleatoriedade, completamente impetuoso e empírico nesses breves momentos de minha curta existência. Vivo momentos nos quais os instintos afloram hibridamente embebidos em fortes palpitações interiores, capazes de me atirar como uma flecha rumo ao alvo de experiências desconhecidas. A contínua roleta de prazeres e dores gira tão ativa em mim, gira tão ensandecida que por vezes me entorpeço nas escalas dessa energia trôpega.

Sinto aos poucos o descobrimento mais profundo do amor, ódio, alegria, tristeza, perdão, rancor, paz, guerra, otimismo, pessimismo, antecipação, paciência, serenidade, agitação, êxtase, terror e tantas outras nuances que espalham-se no fundo de minha mente. Vivo e persisto entregando-me a esse vício de conhecer diferentes coisas, e arrisco experimentar tantas emoções que saltam de mim tão ávidas por sua revelação. Da decadência ao apogeu eu me entrego nos dias e noites dessa efemeridade, então não morrerei com o amargo fel da inércia escorrendo pela boca, pois me aprofundo nas reticências da continuidade.

Esta é a vida, melhor ou pior não pode ser, pois este ato de ser falho e rebelde, nada mais é do que parte da minha realidade em ser um turbilhão de emoções. Então abro-me nesse espetáculo solo onde aprofundo-me no vazio de onde retorno preenchido pelo alvoroço das transformações.

- Mensageiro Obscuro.
2004.

Foto: "A Natureza das Emoções", trabalho científico do psicólogo pós-doutor (phD) licenciado Steven J. Chen.
Página do cientista: Steven J. Chen

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mercadores de Almas

Párias malditos, semeadores da mediocridade humana! Esses são os prisioneiros de suas crenças decadentes e vazias, tão acorrentados em dogmas e conceitos inferiorizantes. Eles são os moralistas contraditórios em negar sua realidade como picaretas e intolerantes, demonizadores de culturas, proselitistas teocratas e fundamentalistas arcaicos. Pobres seres estagnados! Tão mortificados em seu credo lixo e desasiadamente crentes no discurso apologético de um livro muito morto. Os mercadores de almas são os grandes inimigos da razão e lógica, caçadores das mentes pensantes da diversidade, são os especistas, hipócritas, demagogos e machistas, cultistas fiéis do Deus Dinheiro e seu poder distorcido que corrompeu sua essência.

Eis seu deus material e suas crias de almas viciadas e torpes de lânguidas mentes tão radicais. Vestem seus símbolos de decência, abraçando o diabo travestindo como seu deus de esterco. Em suas empresas da fé eles vendem mercadorias inexistentes assim como sua noção de realidade, então compram, vendem e alugam almas em prol de alienações. Torço pela era em que todos esses abusos históricos serão apenas páginas de um passado maldito em um mundo cada vez mais cético.

- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2007.

-- Glossário --

Mercadores de Almas = Nome pejorativo para líderes religiosos proselitistas, aplicado para definir clérigos católicos, pastores cristãos, aiatolás, gurus e assim por diante. Esse termo é associado a líderes religiosos manipuladores de massas de alienados, escravizados, manipulados e limitados pelo Sistema.

Foto: Foto satírica onde o papa Bento XVI veste-se como nazista. Encontrado no Google Imagens sem referências encontradas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Meu Habitat

Corri firme pelos campos nevados das montanhas, o céu era branco e pouco estrelado, árvores, pedras, rios e lagos... congelados, algo diferente havia em mim. Sentia energia pelo meu corpo, sentia-me mais instintivo, eu mudei e buscava minha egrégora. Notei cavernas escuras e geleiras imponentes, granizos caíam como estrelas pouco vívidas, na serenidade mortífera tudo era inóspito, o frio e ventos incomodavam-me menos. Minha aventura estava mais próxima do fim, abismos e cavernas agora eram meu território.

Vivi a edificante misantropia naquele lugar incrível, lá eu era livre de fardos da humanidade. Em meu lar distante eu podia ser eu mesmo, no alto da montanha observei o abismo e senti um poder interno crescente. Rosnei e urrei, logo senti-me maior e poderoso, pesado e peludo, meus trajes sumiram, transformei-me em um grande urso polar. Descansei em uma caverna escura, dormi entre meus parentes ursídeos. Hibernei até a próxima estação, esperando por dias melhores.

- Mensageiro Obscuro.
Dezembro/2008.

Foto: Urso polar na tundra. Encontrado no Google Imagens.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Saqueador de Almas

Ele dormia envolto em nobres vestes com ricas jóias, um vampiro faminto, saqueador de almas corruptas, suas habilidades e poderes são tão intensos quanto sua fome e possuía um desejo pervertido e insaciável por vidas. O Poder corria por suas veias consumindo sua sanidade, sua energia exalava terror pelas noites nebulosas de caça. O usurpador saía faminto de seu túmulo à noite, sua luxúria era saciada em caçadas por carne e sangue.

Há muitos séculos perdera seus traços de humanidade, seu Ka fora amaldiçoado, não chegaria ao Amenti, ganhou uma existência amaldiçoada pelos deuses. Agora o Egito adquiriu um novo monstro sanguinolento. Passou suas garras e presas nos corpos de suas vítimas, dilacerou carnes e ossos por fome e prazer, corpos em espasmos foram consumidos pela fera, gritos e violência contagiavam ambientes invadidos.

Sobraram paredes e um assoalho manchado após sua visita. Correu para banhar-se, ainda com mãos e lábios vermelhos. Gargalhou de si mesmo vendo seu reflexo turvo, olhou seu próprio rosto pálido e brilhoso no espelho. Na banheira cochilou como se fosse seu valioso sepulcro. Sua ira e gula fizeram-no chorar parcas lágrimas inconsistentes. Sua noite estava acabando, tinha de fugir do sol, Vestiu outras roupas e retornou voando como névoa.

Sangue corrupto era o seu alvo, o Néctar do Justiceiro, era o Saqueador de Almas, um semideus sugador de sangue. Seus leais servos enalteciam de seu egocentrismo divino, somente espíritos nobres salvavam-se de sua fome agressiva. Novas noites sangrentas ainda alimentariam o insano usurpador infeliz.

- Mensageiro Obscuro.
Junho/2007.

-- Glossário --

Amenti = Habitação dos mortos, a segunda etapa da Viagem. Morada de Osíris onde são julgados os mortos.

Ka = Estranha dualidade do morto: Alma e Guardião, Corpo Vital e Gênio Protetor.

Néctar = Alimento dos deuses. Dava imortalidade aos que o comiam e tornava-os eternamente jovens e radiosos.

Segunda Morte = Para os egípcios a morte material pouco importava, para eles era bem pior ser um espírito perverso a receber altas punições na sua pós-vida no Além, então a Segunda Morte sem dúvida era a pior punição acima de maldições divinas.

Foto: Boris Karloff como Imhotep no filme "A Múmia", 1932.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cadeia Alimentar


Teu corpo treme e transpira em calafrios, teu sangue está temperado para o banquete, eles estão às tuas costas seguindo teu aroma. Corra, pule os muros, arme-se e esconda-se, não deixe que eles lhe peguem, corra! Na noite a sede aplaca os famintos, tu és a presa, eles os caçadores, não deixes tua vida escapar do corpo, fujas enquanto pode, combata teu inimigo, o terror e mistério lhe caçam.

São bestas de sede insaciável. Malditos! É a gula implacável de imortais noturnos. Corra dos sanguessugas que lhe farejam, pois vidas humanas são teus alimentos. É a existência frágil contra a existência trágica, a sentença mortal contra a sentença eterna. Humanos e vampiros: duelo de dois monstros, resolução de apenas mais um ciclo nutricional. Eis a cadeia alimentar: mais um vivo saciou um vampiro.

- Mensageiro Obscuro.
Fevereiro/2007.

Foto: "Conde Stradh" (personagem da saga de livros de RPG Ravenloft) por Clyde Caldwell.
Página do artista: Clyde Caldwell

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Seu Doce Desespero

Vejo você rumar à vitória e o ódio me consome, vivo tristes pesadelos com teu triunfo. Maldita seja! Usurpadora, diabólico ser mascarado, logo sua máscara cairá e suas lágrimas de tristeza e derrota são o mel de minha alegria, o vinho de minha vitória. Teu doce desespero é o sangue quente de minhas veias. Tenho um prazer orgástico quando rasteja pelas estrada, assim, escancaro meu ódio a ti e espero que sofra mais. Quero que cada um de seus erros sejam um fel em sua língua e que teu sangue sujo derrame, mas não a deixe morrer.

Caminhe por espinhos e rasgue sua carne, continue viva, desejo o néctar mais puro de seu sangue ao chão. Desejo-te a imortalidade para arrepender-se e quando arrependida ainda sofra um pouco, alimente minha libido exótica com sua tragédia. Seu doce desespero será consumido bem lentamente, quando a sentença existencial se mostrar como o sofrimento puro e vagaroso.

O sadismo é minha refeição mais elaborada e saborosa. Iguaria que comerei devagar para que seja durável, especiaria minha que me enjoarei e darei ao descanso mortuário. Seu sofrimento será a pintura que emoldurarei em minha melhor parede, eis o teu doce desespero.

- Mensageiro Obscuro.
2004.

Foto: Imagem de fonte desconhecida encontrada no Google Imagens.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Death Note - O Caderno da Morte

Há tempos a humanidade precisa ser reformulada, sonhos e pesadelos se mesclam em minha mente, com o peso dramático de uma realidade decadente. Só desejo um mundo melhor, sou divino, sou a lei da vida e da morte. Atingirei o ápice pisando sobre cadáveres, quem atrapalhar meus planos pagará caro, escreverei mais nomes no Caderno da Morte, saboreio o doce fim do lixo social. Fracotes! Não fujam, pois os encontrarei.

Enganei e despistei até a polícia para matar mais, livrei a humanidade de parte de sua escória, após tanto trabalho ainda querem me controlar? A prisão perpétua ou pena de morte não mudam nada, tenho um "Death Note" para destruir quem eu escolher. Humanos agora são marionetes, pois sou um deus!

Lembrem-se: Shinigamis só comem maçãs! Sou Kira! Ditarei como e quando muitos morrerão. Pela caneta destruo mais vidas que qualquer arma, com malícia nos lábios aguardo o início de meu império. Não sou um monstro, sou apenas um deus incompreendido.

- Mensageiro Obscuro.
Janeiro/2008.

N.A.: Texto em homenagem ao anime, mangá, filme e outras produções da série otaku Death Note escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada Takeshi Obata.

-- Glossário --

Death Note = É o nome do anime, mangá e filme de longa metragem que conta a história do Caderno da Morte, este é um artefato místico fictício em forma de caderno, consiste em matar quem tiver seu nome escrito nele. Com o caderno ganha-se um shinigami e certas regras sobre a realidade envolta pelo caderno. Durante a obra diversos detalhes apresentam um enredo denso e interessante que prende a atenção do espectador e leitor.

Kira = É um pseudônimo usado pelo protagonista de Death Note, tem relação com a fonética japonesa da palavra inglesa "killer" (assassino em português).

Shinigami = Um tipo de divindade japonesa responsável pela morte. Shinigamis são deuses da morte japoneses.

Foto: Imagem anônima extraída do Google Imagens.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Vivente na Interseção

Sou filho de Anúbis e discípulo da Jehuty, vivo em missões no mundo dos mortos e vivos. Andei por oito direções em estudos e guerras, descobrindo outras realidades. Não tenho todas as perguntas e respostas, mas Ba e Ka montaram meu precioso Akh. Em mundos tão estranhos e complexos sintonizei raras essências capazes de me lançar em realidades alternativas. Sou um buscador, vivente na interseção de onde obtenho experiências astrais.

Sou um livre espectro, sem raízes e crias, descobridor de filosofias e ciências. Tenho o semblante do poder da vida e morte, sou um miscigenado trilhando caminhos. No Duat e Abismo pesquisei os poderes escritos dentro de energias universais. Não sou servo ou escravo dos neteru, sou apenas um aliado de alguns.

- Mensageiro Obscuro.
Outubro/2007.

-- Glossário --

Abismo = Submundo dos mortos onde os espíritos guerreiam por sua sobrevivência, evitando a segunda morte. Quem sobrevive nessas terras torna-se uma divindade local.

Akh = Termo usado para referir-se a alma imortal conseguida no pós-vida. Resultado da fusão de Ba e Ka que cria o espírito transfigurado que será julgado pelos 42 juízes na Sala das Duas Verdades. Era a força divina, a alma imortal.

Anúbis = Neter egípcio do submundo dos mortos, mumificação, auxiliador no julgamento, representante da imparcialidade e racionalidade. É representado como um homem com cabeça de chacal ou cachorro preto. Seu culto era realizado na cidade de Cynopolis e possui templos-cemitério para o treinamento de seus discípulos e cultistas.

Ba = Correspondia ao espírito, era a parte mental do humano.

Duat = Morada dos deuses egípcios, local místico poderoso onde os deuses passam a maior parte de seu tempo, onde vivem entre seres de grandes potencialidades.

Jehuty = Neter egípcio do conhecimento, intelectualidade, magia, mistério, ocultismo e Lua. É representado como um homem com cabeça de íbis ou macaco babuíno. Seu culto era realizado na cidade de Hermópolis, onde discípulos e cultistas treinavam seus conhecimentos em templos-biblioteca. É chamado pelos gregos pelo nome de Thoth.

Ka = Estranha dualidade do morto: alma com guardião e corpo vital com gênio protetor.

Neter = Neter é uma palavra em egípcio sem tradução exata. A antiga religião egípcia, diferente do que muitos pensam, cultuava um único deus. Sendo este supremo, eterno, imortal, onisciente, onipresente e onipotente. Mas este deus aparece de várias formas e aspectos, os neteru (plural de "neter" no masculino e "netert" no feminino). Os neteru egípcios não eram pessoas imortais para serem adoradas, mas sim ideais e qualidades para serem honradas e praticadas possuindo aspectos personológicos variados que juntos eram cultuados. Os arqueólogos e egiptólogos que estudaram sobre a antiga religião egípcia, traduziram neteru como deuses e deusas, dando totalmente a informação errônea de que tais seres são forças independentes.

Foto: "Bridge of Dreams" por Freydoon Rassouli.
Portal do artista: Rassouli

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sonhos Entre Escombros

Ainda divirto-me entre os escombros, ruínas de nossa civilização. Construímos nossas próprias covas quando abusamos do mundo. Sofro com nossa incompetência em fazer um mundo melhor. Dizem que sou pessimista... mas a realidade é mesmo péssima. Ainda temos conhecimentos e prazeres, mesmo assim não basta isso para melhorar. Para muitos sou louco por perceber que o mundo tornou-se lixo.

Vivemos um drama, uma tragédia, ainda sobra energia para mudar. O humanismo é uma grande solução, assim como a sofrida ecologia. Entre escombros sonho com um mundo melhor, agora podem rir de mim.

- Mensageiro Obscuro.
Junho/2008.

Foto: Escombros da II Guerra Mundial.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tuas Aventuras Começam Aqui!

Sejas bem-vindo à minha cripta, dormi por muito tempo. Eis minha morada empoeirada nesse cômodo solitário, as folhas secas e o mármore gélido enfeitam meu lar. Oh! Minha criança de rosto assustado, tu me tiraste das entranhas desta tumba e agradeço-lhe por isso. Admire-me, pois sou único, sinto que sou teu sonho que virou realidade. Digo que teus estudos estavam certos! Tua pesquisa intensa é real, te direi a verdade sobre mim... Sou poderoso, lindo, rico, charmoso e você deseja ser como eu... Sou o que procuras! Sou um vampiro!

Consumo os fracos há muitas épocas, sentes medo? É lamentável que sejas assim. Consigo saber quem és, não temas... Veja minha boca com caninos afiados, observe-me atento. Sou dotado de poderes complexos, eu lhe recompensarei, sou generoso, portanto estude-me mais. Tens belas roupas extravagantes e maquiagens. Tudo de meu gosto, tu veste-se bem meu jovem mortal, desejo presentes assim... Obrigado pelo traje de vampiro que ironicamente as artes de seu povo criaram para mim... Estou trajando-me como escrevem em lendas de seus companheiros de espécie. Venha para perto de meu esquife.

Que veias pulsantes tens... Venha meu querido e alimente-me com essa delícia de sangue... Chega! Não me excederei, vais viver mais, pois tu és especial. Preciso de criminosos pra sugar, como também de um banho confortante. Apresente-me teu mundo nessa era, ajuda-me agora, meu amigo? Obrigado por não deixar esse deus aqui virar pó como tantos outros viraram e ainda hão de virar. Sou egocêntrico, mas posso amá-lo e treiná-lo.

Sejas meu discípulo por agora e adiante! Venha para mundos que sua consciência nega existir, acompanhe-me numa jornada insana e divertida vamos logo, aceite essa oferta, sejas uma boa criança... Talvez eu lhe dê o Presente das Trevas. Temos um segredo. Recapitulando: tuas aventuras começam aqui!

- Mensageiro Obscuro.
Fevereiro/2006.

-- Glossário --

Termos baseados nos livros da saga das crônicas vampirescas de Anne Rice:

Criança = Gíria vampírica para um vampiro neófito e também usada por uns vampiros para definir um discípulo humano.

Presente das Trevas = É a transformação de um mortal em vampiro, do qual herda poderes e sua maldição imortal. Consiste basicamente em ter uma boa parte de seu sangue sugada pelo vampiro e depois tal sangue misturado circulante no corpo do vampiro é doado em pequenas doses ao vampirizado que o suga direto do corpo do monstro para se tornar um amaldiçoado como ele.

Foto: "Lestat" por Norma Peters. Obra inspirada nos livros das Crônicas Vampirescas de Anne Rice.
Portal da artista: Norma Peters

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Estrela Sombria

Conheci uma mente poderosa e encantadora, dona de uma racionalidade complexa, excêntrica em forma e conteúdo. Reclusa, tão longe em sua torre nebulosa, eis a dama exótica forjada nas trevas, teu brilho diferente a tornou na Estrela Sombria! Ela é um farol num reino de sombras com potencialidades tão raras. É pura personalidade e poder, expressiva em filosofia e artes. Possui mistérios e segredos opacos, pouco decifráveis até aos íntimos.

Por vezes feriram teu corpo e mente, sobraram cicatrizes como provas. Em estudos de pesquisa e misticismo talvez ela seja vampira ou até demônio. Realidade ou mitologia, tese e antítese, híbrida essência mórbida, pálida fêmea. As belezas da decadência e dor existem, mas somente os mais sensíveis as captam.

Sua estranheza gera curiosidade contínua revelando criatura tão única e companheira. Por trás de sua blindagem existem atrativos que guardam mundos distantes e belos. E de tantas estrelas nos céus poucas estrelas brilham tanto em meu Universo.

- Mensageiro Obscuro.
Janeiro/2006.

Foto:"The Commander" por Freydoon Rassouli.
Página do artista:  Rassouli

domingo, 20 de setembro de 2009

Lar de Minha Tristeza

Folhas secas caem em meu solo infértil, folhas tão secas como meu coração por dentro, estátuas desgastadas, quebradas e empoeiradas enfeitam minha morada tão decrepita. Todas elas tão esquecidas quanto meus sentimentos antes intensos e um dia tão quentes. Meu sarcófago está aberto e ansioso pelo meu corpo ainda tão vivo, minha alma está aderente ao sabor curioso e esperado da morte, não mais tenho esperanças em viver. Dor, tristeza e sofrimento transbordam, solitário estou, esperando o beijo da morte, e o lar de minha tristeza ainda está erguido! Beije-me, sentencie-me ao fim, faça de mim uma pedra! Que eu seja a pedra na cabeça dos inimigos, que sintam minha dor e angústia em seus corpos. Para a glória de meu ego, abandono o perdão e digo: maldita hora em que nasci e cresci!

Lágrimas e dores corroem meu tolo espírito, seres espectrais perturbam-me em solo sagrado, sacerdotes macabros fingem benevolência, eu os odeio e eles fingem me amar. Lar de minha tristeza, dor em minha morada, eis meu refúgio do martírio nessa sentença decadente! Prisão secreta onde choro sem temor de ser visto, onde o solo comerá de minha carne aos meus ossos. Agora deixem-me saborear as desilusões de minha vida morta enterrado no lar de minha tristeza.

- Mensageiro Obscuro.
2005.

Foto: Algum túmulo em um cemitério (arte cemiterial e tumular).

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dupla Existência, Existência de Duplo

Caminhei como um fantasma em matéria e também em espírito, a mortalha que me cobre é mutável como minha forma. Hoje sou amigo de vivos e mortos, com ressalvas lógicas e a alcova onde durmo é um sarcófago em um mausoléu. Descobri mistérios da morte e agora recebo oferendas, tenho sentidos e habilidades incompreensíveis aos vivos. Libertei-me da fragilidade mortal, estou imortalizado, tenho ciência de outros planos e sou parte de algo maior.

Anúbis me guia até os portões, Jehuty relata minha vida, Maat retira sua pluma, Seth me acusa, todos me observam. Osíris, Ísis e Hórus aguardam meu espírito transfigurado. Parte de mim é Ba, parte é Ka e juntando-os sou Akh. Tenho quarenta e dois juízes antes do Amenti ou Abismo, meu coração será avaliado e apenas aguardo o resultado final. Vivo agora minha dupla existência, minha existência de duplo.

- Mensageiro Obscuro.
Janeiro/2008.

-- Glossário --

Abismo = Local onde os espíritos são jogados após o julgamento dos 42 juízes do Amenti. Nesse local os espíritos que tiveram sua consciência mais pesada que uma pluma terão de guerrear onde somente os mais poderosos sobrevivem, tornando-se divindades locais.

Akh = Termo usado para referir-se a alma imortal conseguida no pós-vida. Resultado da fusão de Ba e Ka que cria o espírito transfigurado que será julgado pelos 42 juízes na Sala das Duas Verdades. Era a força divina, a alma imortal.

Amenti = Templo mitológico egípcio aonde as almas dos mortos eram reunidas depois da morte, para serem julgadas por Osíris e por outros neteru. Correspondia a uma parte intermediária conectada a outros destinos espectrais, onde as almas já julgadas seriam destinadas a existir.

Anúbis = Neter egípcio do submundo dos mortos, mumificação, auxiliador no julgamento, representante da imparcialidade e racionalidade. É representado como um homem com cabeça de chacal ou cachorro preto. Seu culto era realizado na cidade de Cynopolis e possui templos-cemitério para o treinamento de seus discípulos e cultistas.

Ba = Correspondia ao espírito, era a parte mental do humano.

Hórus = Neter egípcio filho do neter Osíris com Ísis ao qual os aspectos dos céus, sol e lua são associados. É representado como um rapaz com cabeça de falcão. Quando Osíris foi morto por obra de Seth o jovem Hórus caçou seu tio, perdendo o olho direito e castrando seu inimigo, então assim se tornou o deus dos vivos.

Ísis = Netert egípcia irmã e esposa de Osíris e mãe de Hórus a qual os aspectos de protetora da natureza e magia, maternidade, fertilidade e amizade, entre outras coisas. Sua forma animal é por vezes a de uma vaca (associada a Hathor) ou abutre (quando cuidava dos pedaços de Osíris).

Jehuty = Neter egípcio do conhecimento, intelectualidade, magia, mistério, ocultismo e Lua. É representado como um homem com cabeça de íbis ou macaco babuíno. Seu culto era realizado na cidade de Hermópolis, onde discípulos e cultistas treinavam seus conhecimentos em templos-biblioteca. É chamado pelos gregos pelo nome de Thoth.

Ka = Estranha dualidade do morto: alma com guardião e corpo vital com gênio protetor.

Maat = Netert egípcia responsável pela verdade e justiça, também é a representante do equilíbrio da vida e morte. É representada por uma mulher jovem exibindo na cabeça uma pluma de avestruz.

Osíris = Neter egípcio responsável pelas técnicas necessárias para criar a civilização humana como a agricultura gerando colheitas fartas, assim como também tem o controle sobre águas do rio Nilo, é o deus da morte do Egito antigo. Representado como um homem de pele verde, podendo estar ricamente vestido tanto como humano de pele verde ou múmia faraônica. Ele é o principal entre os 42 juízes que presidem julgamentos aos espíritos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia a pesagem do coração ou "psicostasia". Osíris é mitologicamente apresentado como filho de Geb e Nut, irmão e marido de Ísis, pai de Hórus e irmão de Seth.

Foto: "Chakras" por Alex Grey.
Portal do artista: Alex Grey

terça-feira, 28 de julho de 2009

Oferenda a Anúbis

Senti um chamado familiar ao caminhar nas areias, uma voz grave me atraiu na noite estrelada, entre covas e mausoléus corri na névoa mortuária. Eu encontraria alguém e estava preparado, entrei em uma pirâmide no frio desértico. Trajando minha capa esvoaçante e artefatos, desci longas escadas na penumbra da cripta, com suas pinturas e símbolos pelas paredes. Necromantes estudavam seus livros e pergaminhos e novamente fui chamado pelo meu grande pai Anúbis.No Templo-cemitério marchei entre a escuridão e tochas, o chacal imponente tornou-se híbrido e conversamos, o Guardião dos Mortos anunciou uma nova batalha e precisei do empréstimo de seu poder mortuário vindo do submundo de estudos, sombras, frio e silêncio.

Na morte fiz minha vida, na vida fiz minha morte, lacrei sonhos infrutíferos e ergui meu machado contra mortos-vivos, donos de essência impura. Exterminei aberrações naquela dura missão interrompendo o retorno dos malditos com a necromancia. A luta contra os filhos da morte foi implacável, a oferenda a Anúbis foi entregue.


- Mensageiro Obscuro.
Fevereiro/2007.


-- Glossário --

Anúbis = Neter egípcio do submundo dos mortos, mumificação, auxiliador no julgamento, representante da imparcialidade e racionalidade. É representado como um homem com cabeça de chacal ou cachorro preto. Seu culto era realizado na cidade de Cynopolis e possui templos-cemitério para o treinamento de seus discípulos e cultistas.

Capa e artefatos = Traje cerimonial com objetos dotados de poderes místicos típicos de uma ordem de mistérios, que necessita de uma disciplina notada por símbolos sociais e espirituais.

Chacal = Anúbis em forma animal, também representado por um cachorro preto. Uma transfiguração do neter que vagava pelas áreas mortuárias.

Guardião dos Mortos = Um dos muitos títulos para identificar o neter Anúbis.

Necromancia = Magia que utiliza contatos e manipulação de mortos nos processos de funcionalidade mística.

Necromante = Mago que aprendeu a usar a necromancia.

Pinturas e símbolos = Menção a arte literária e mensagens da religião egípcia representadas nas paredes dos templos, assim como nas cavernas homens pré-históricos registravam sua história cotidiana com sua pintura rupestre, uma das primeiras linguagens visuais segundo a antropologia.

Pirâmide = Construção funerária que servia de mausoléu para guardar um cadáver e seus pertences, sua forma representa os raios de Rá, o neter sol supremo neter egípcio das eras antigas. Tem grande poder espiritual e um significado profundo.

Poder mortuário = Menção a necromancia.

Submundo = Poderia ser o subterrâneo comum, mas essa expressão refere-se ao mundo dos mortos.

Templo-cemitério = Estilo de templo usado pelos cultistas de Anúbis, um templo construído dentro de um cemitério ou um templo com um cemitério dentro para estudos e contatos com a morte.


Foto: Estátua do neter egípcio Anúbis. Sem referências encontradas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sua Hipnose

Consciente, inconsciente e subconsciente, ego, super-ego e id, minhas facetas. Sua hipnose tomou minha mente, ela tentou me invadir, firme... Armadilhas e prisão, ela me queria, minha pineal latejava intensa, sedutora... a moça adentrava, degustava parte de mim. Quis ludibriar minha cabeça, com seus comandos e ousadia, mas em meu abismo pessoal as regras são todas minhas.

A invasora observou a fenda colossal, perguntava a si mesma se saltaria na escuridão de meu abismo para desvendar mistérios e segredos. Abracei-a forte e de surpresa evitando que se atirasse na fenda do precipício. Então a expulsei, porém antes que ela se perdesse no horizonte de minhas memórias, apreciei seus lábios carnudos. Meu abismo pessoal é só meu, ninguém o adentra além de mim.


- Mensageiro Obscuro.
Maio/2009. 


Foto: Vórtice cromático. Sem referências encontradas.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Insensibilidade

Tão dóceis ao nascer e crescendo tão doentios eles não sentem a dor da fauna e flora. A miséria de espírito alimenta suas vidas fúteis, enquanto o egocentrismo e materialismo os enterram e tudo vira sacrifício para sua deusa de matança. Suas essências tem sabor amargo de destruição, pois não percebem seus erros e culpa. Choro em desespero pelo fim próximo, o templo da mediocridade cresceu e elegeu a crueldade como seu avatar.

Sua deusa comemora seu grande culto enquanto deveria ser enforcada e largada, aos pés dos poucos que entendem que temos culpa por toda a degradação. Tamanha é dor que só os conscientes sentem ao perceberem essa tortura e peso. Agora minha mãe agoniza ao regenerar-se abandonada por muitos de meus irmãos.


- Mensageiro Obscuro.
Agosto/2007.


- Glossário -

Avatar = é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma (religião) encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.


Foto: "Desmatamento no Piauí" por Eco Piauí.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Espírito Transfigurado

Minha boca está armada com presas, sou minha própria arma e fortaleza, minha língua é a caneta da eternidade e meu sangue é tinta e veneno. Meus inimigos podem até correr, mas vou caçá-los com fúria implacável, nada interromperá minha vontade, meu corpo escuro está fechado. Sou fértil como Osíris, inteligente como Jehuty, imparcial como Anúbis e violento como Sekhmet. Nenhum inimigo me vencerá, sou energia perpétua e vou guerrear no Abismo, sendo incansável e potente. Sou espírito transfigurado e intocável, nada me detém.


- Mensageiro Obscuro.
Dezembro/2008.


-- Glossário --

Anúbis = Neter egípcio do submundo dos mortos, mumificação, auxiliador no julgamento, representante da imparcialidade e racionalidade. É representado como um homem com cabeça de chacal ou cachorro preto. Seu culto era realizado na cidade de Cynopolis e possui templos-cemitério para o treinamento de seus discípulos e cultistas.

Jehuty = Neter egípcio do conhecimento, intelectualidade, magia, mistério, ocultismo e Lua. É representado como um homem com cabeça de íbis ou macaco babuíno. Seu culto era realizado na cidade de Hermópolis, onde discípulos e cultistas treinavam seus conhecimentos em templos-biblioteca. É chamado pelos gregos pelo nome de Thoth.

Osíris = Neter egípcio responsável pelas técnicas necessárias para criar a civilização humana como a agricultura gerando colheitas fartas, assim como também tem o controle sobre águas do rio Nilo, é o deus da morte do Egito antigo. Representado como um homem de pele verde, podendo estar ricamente vestido tanto como humano de pele verde ou múmia faraônica. Ele é o principal entre os 42 juízes que presidem julgamentos aos espíritos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia a pesagem do coração ou "psicostasia". Osíris é mitologicamente apresentado como filho de Geb e Nut, irmão e marido de Ísis, pai de Hórus e irmão de Seth.

Sekhmet = Netert egípcia da guerra e das doenças, responsável por proteger o neter Rá e o faraó, sendo portadora de uma grande fúria ela se descontrolou ao cumprir a missão de punir a humanidade e esta foi quase extinta. É representada por uma mulher coberta por um véu e com cabeça de leoa. Seu culto era realizado na cidade de Mênfis.


Foto: Entardecer no Egito. Encontrado no Google Imagens.