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Pesquisa no Abismo

Minha Arte

Mensageiro Obscuro é um escritor performático que possui um espetáculo solo no qual recita textos utilizando vestuários exóticos, maquiagens e outros recursos criados por ele. Escreve prosas poéticas, poesias, contos, crônicas, pensamentos, frases e experimenta outras formas de escrita.

Seus principais estilos e temas em suas obras são: aventura fantástica, realismo fantástico, autobiografia, onirismo, ultra-romantismo, simbolismo, drama, horror e suspense, ocultismo e misticismo, mitologias, filosofias, surrealismo, belicismo, natureza, comportamento, erotismo e humor.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Na Têmpera do Ódio

Minha pele torna-se couraça
Repleta de espinhos e lâminas
Meus dentes e garras crescem
Enquanto a musculatura amplia.

Transformo-me no terror vivo
Enquanto meu sangue esquenta
E o dos inimigos esfria
Diante de minha face feroz.

Meu rosto é pintado para a guerra
E luto furioso sem hesitar,
Carrego armas especiais
Para realizar minhas missões.

Sou forjado na têmpera do ódio
A arma malhada para resistir,
Voraz contra oponentes poderosos
Mostrando o monstro manifestado.

- Mensageiro Obscuro.
Agosto/2012.

Foto:  imagem do personagem Conan, as referências ao ilustrador não foram encontradas.

domingo, 7 de agosto de 2011

Medalhas

No octógono bélico
lutamos tecnicamente
testando nossos limites
e ao sangrar com dor
recebemos aplausos.

Duas armas vivas atacam-se
com socos, chutes, cabeçadas,
cotoveladas, joelhadas, torções,
encontrões, projeções,
reversões e imobilizações.

Usamos bloqueios, esquivas
e aparamos golpes
rangendo os dentes
enquanto observam-nos.

Somos feras na jaula
com cicatrizes gravadas
como nobres medalhas
sob nossas peles.

- Mensageiro Obscuro.
Junho/2011.

Foto: Stephan Bonnar vs. Krzysztof Soszynski, lutadores de UFC (Ultimate Fight Championship) em combate.

sábado, 8 de agosto de 2009

Pinturas de Guerra

Sinta a energia crescer em ti,
tome-se por tua fúria
e esqueça a civilidade.
sejas brutal.

Abandone essas roupas,
use pinturas de guerra,
gire tua cabeleira e rosne,
grite e urre... sinta.

Instintos clamam liberdade,
enquanto músculos
adaptam-se ao frenesi
e tua fera quer lutar.

O corpo é uma grande arma,
a bestialidade é seu escudo.
Cicatrizes são medalhas,
tu és arma viva.

Desça feroz na arena,
extraia o néctar da carne,
aniquile seu inimigo
Nessa noite de carnificina.

- Mensageiro Obscuro.
Agosto/2009.

Foto: Índio guerreiro da tribo Pataxó. Imagem obtida pelo Google Imagens. Sem referências.